• as cozinheiras

    A primeira lição é que não há palavra que possa ensinar o gosto do feijão ou o cheiro do coentro. É preciso provar, cheirar, só um pouquinho, e ficar ali, atento, para que o corpo escute a fala silenciosa do gosto e do cheiro. (Rubem Alves)

  • prove...

    Cozinheiro: bruxo, sedutor. "— Vamos, prove, veja como está bom..." Palavras que não transmitem saber, mas atentam para um sabor.

  • vontade de comer

    A lição dois é que o prazer do gosto e do cheiro não convivem com a barriga cheia.

  • saciedade

    Já os estômagos estufados põem fim ao prazer, pedem os digestivos, o sono e a obesidade.

  • alquimia

    (...) tenho um fascínio enorme pelas panelas, pelo fogo, pelos temperos e por toda a bruxaria que acontece nas cozinhas (...)

  • antecipação

    (...) o prazer que aparece no rosto curioso e sorridente de alguém que tira a tampa da panela, para ver o que está lá dentro.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

migas alentejanas com carne de porco

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4
origem
portugal, alentejo
ingredientes
350g de pão alentejano
250g de carne de porco: entremeada ou entrecosto
100g de toucinho em tiras fininhas
40g de banha de porco (eu uso azeite)
água q.b.
sal, pimenta branca e pimentão doce q.b.
massa de pimentão a gosto















preparação

Corte a carne de porco em pedaços pequenos e tempere com sal, alho e massa de pimentão. Deixe marinar pelo menos 1 hora.

Atenção: se a massa de pimentão tiver sal, cuidado!

Num recipiente demolhe o pão em água fria. Quando estiver mole, escorra-o muito bem, tempere e reserve. Eu gosto de juntar um pouco de cebolinho picado, ou melhor, cortado em pedacinhos com uma tesoura.

Leve o toucinho a lume brando e, quando derreter, retire o que sobrar. 

Coloque a carne a alourar nesta gordura e cozinhe-a lentamente. Assim que pronta, retire-a e conserve em local quente.

Leve ao lume uma frigideira com a banha (ou azeite), junte o preparado de pão e, com ajuda de uma espátula, vá fritando as migas como se fossem uma omoleta, até ganharem uma capa dourada.

Para servir coloque as migas no centro do prato e ponha a carne em redor.

Querendo, polvilhe com ervas frescas.

caixinha @ chefe hélio loureiro

Abaixo tem um vídeo do chef online, onde a Margarida Cabaço prepara migas com o pão não demolhado, usa entrecosto e também enchidos a enriquecer o prato.




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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

bacalhau assado na brasa

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4
origem
portugal, entre douro e minho
ingredientes
4 postas do lombo de bacalhau
4 cebolas
5 dl azeite
2 ramos de salsa
1 folha de louro
3 dentes de alho
5 dl de leite
sal e pimenta q.b.
batatas para acompanhar
















preparação

Retire a pele ao bacalhau, enquanto seco.
Ponha o bacalhau de molho, durante 24 a 48 horas.

Num tacho largo leve o bacalhau ao lume, regado com o leite, e deixe levantar fervura.

Lave o bacalhau em água fria e enxugue-o bem.

Leve o bacalhau a grelhar nas brasas sem deixar queimar.

Entretanto ponha ao lume um tacho com água, temperada de sal e pimenta, a folha de louro, um ramo de salsa e uma das cebolas cortada ao meio.

Noutro tacho, largo, ponha o azeite, o alho picadinho, o outro ramo de salsa e as restantes cebolas às rodelas; deixe em fervura lenta.

Coza as batatas, com a pele, em água temperada com sal.

À medida que as postas de bacalhau vão ficando assadas mergulham-se no tacho com a água a ferver, durante 5 minutos.  Escorra bem e ponha então o bacalhau no tacho com o azeite; deixe 15 minutos em fervura branda.

Rectifique o tempero e sirva o bacalhau coberto com o molho de azeite, sem a salsa. Substitua por um pé de salsa fresco.

Quando quiser servir, retire a pele às batatas.

Umas azeitonas e um pimentinho assado só enriquecem o prato. (digo eu ☺)


caixinha @ cozinha tradicional portuguesa, maria de lourdes modesto



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cozido minhoto

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4
origem
portugal, minho
ingredientes
1/2 galinha
350g presunto (naco)
350g carne de vaca (perna)
1/2 salpicão
250g orelheira de porco
1 couve tronchuda (penca ou couve portuguesa)
3 cenouras
5 batatas
sal e pimenta q.b.

para fazer o arroz de forno:
350g arroz
1 cebola
1 dl azeite
50g presunto
água de cozer as carnes













preparação


Limpe bem a galinha. Numa panela grande com água fria, introduza a galinha, a carne de vaca e a orelheira.

Quando a galinha estiver meio cozida, meta na panela o presunto e o salpicão (inteiros).

Meia hora depois juntam-se as cenouras, a couve e a batata e deixa-se ferver mais meia hora.

Entretanto vá preparando o arroz. Pique a cebola e, num alguidar de barro de ir ao forno, aloure a cebola com o azeite. Junte o presunto cortado aos pedacinhos e deixe refogar (eu prefiro bacon aos pedacinhos...).

Regue o refogado com água de cozer as carnes na proporção de 1 de água para 1 de arroz.

Tempere o caldo de sal e pimenta, deixe levantar fervura e junte o arroz. Assim que levante fervura novamente, introduza o recipiente no forno e deixe o arroz cozer até ficar seco e solto.

caixinha@ cozinha tradicional portuguesa, maria de lourdes modesto



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belouras

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-
origem
portugal, minho
ingredientes
250g de farinha de milho
125g de farinha de trigo
125g de farinha de centeio
10g de fermento padeiro
70g de sangue de porco líquido
sal, pimenta e cominhos
1 folha de louro
1 folha de laranjeira
1 ramo de salsa
1 dente de alho
pingue (gordura que fica quando se cozem os rojões)
água de cozer carnes
















preparação

À base de farinhas (milho, trigo e centeio), sangue de porco e temperos fortes, fazem parte da gastronomia portuguesa da região do Minho e pode dizer-se que são uma espécie de pão ou bolacha.

Podem ser chamadas de bolachos, bicas, piloucos ou farinhatos.

Devem ser sempre cortadas em rodelas finas e fritas, para comer logo em seguida. São usadas como parte dos "Rojões à moda do Minho".

Apesar de já ser vulgar encontrá-las, pelo menos nas grandes superfícies, fica aqui a receita, quanto mais não seja para se saber exactamente como são preparadas.

Misture as farinhas e peneire.
Amasse-as com o fermento de padeiro, a pimenta, os cominhos, o sangue líquido e a água de cozer carnes, em quantidade suficiente para obter uma massa dura.

Deixe levedar em ambiente morno até rachar.
Com as mãos molhadas molde esta massa em cilindros pequenos.

Mergulhe as belouras em água a ferver temperada com sal, salsa, alho e as folhas de laranjeira e louro. Assim que as belouras vierem à superfície é sinal de que estão cozidas.

Retire e coloque-as num tabuleiro, abafadas entre dois panos.

Na altura de servir, corte em fatias finas e frite em pingue.

caixinha@ cozinha tradicional portuguesa, maria de lourdes modesto






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rojões à moda do minho

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4
origem
portugal, minho
ingredientes
800g de perna de porco sem pele mas com alguma gordura
350g de belouras
(eu substituo por chouriço ou morcela)
350g de tripa enfarinhada
100g de fígado de porco
100g de sangue cozido
3,5 dl de vinho verde branco
3 colh sopa de banha
(eu substituo por azeite)
4 dentes de alho
2 folhas de louro
1 colh sobremesa colorau
sal e pimenta q.b.
20 castanhas assadas
batatinhas alouradas
rodelas de limão e salsa para enfeitar














preparação

Corte a carne de porco em cubos com cerca de 10cm de lado. Ponha esta carne a marinar durante, pelo menos 2 horas, com o vinho, os dentes de alho esmagados, sal, pimenta e as folhas de louro partidas aos pedaços.

Depois de marinada ponha a carne num tacho (idealmente de ferro) e deixe cozer em lume forte até o vinho evaporar. Junte então a banha (ou azeite) e, em lume brando, deixe cozer os rojões até ficarem alourados. *

Dissolva o colorau num pouco de vinho branco e junte-o aos rojões.

Corte as tripas enfarinhadas em pedaços de 3 a 5 cm, as belouras em rodelas de meio centímetro (eu corto a chouriça ou morcela em 3), o fígado de porco e o sangue cozido em fatias.

Retire um pouco da gordura de cozer os rojões para uma sertã (frigideira) e frite, pouco a pouco, os ingredientes acima mencionados (tripas, enchidos, fígado e sangue). Conforme for fritando vá colocando no tacho com os rojões.

Junte também as castanhas, assadas e descascadas.
Eu prefiro cozer as castanhas, descascar e fritar na gordura na frigideira.

Sirva com batatinhas alouradas num travessa enfeitada com rodelas de limão e pezinhos de salsa ou salsa picada.

* Em vez de cozer e alourar as batatinhas eu prefiro batatinhas pequenas cortadas em 2 ou maiores cortadas em cubos, postas a "rujir" juntamente com os rojões, na altura em que se junta a gordura aos mesmos.


caixinha @ cozinha tradicional portuguesa, maria de lourdes modesto e fotografias de augusto cabrita e homem cardoso


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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

ladrilhos de marmelada

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origem
portugal
ingredientes
1 kg marmelos
800g açúcar














preparação

Prepare uma marmelada normal.

Em lugar de pôr em tigelas, coloque num tabuleiro, formando uma camada de, mais ou menos, 3 centímetros.

Deixe secar, ao sol de preferência, até formar, por cima, uma camada dura, quase cristalizada.

Nessa altura corte a marmelada em quadrados que se expõem de novo ao sol, a secar, num tabuleiro coberto com um pano, de linho idealmente, separados uns dos outros.

Vire os quadradinhos todos os dias e deixe secar até ficarem cristalizados a toda a volta.


Sugestão

Os ladrilhos são um bom presente para oferecer assim como qualquer outra coisa que seja feita pelas nossas mãos, com muito carinho.

Embale-os num saquinho de acetato ou coloque-os num frasco. Um belo laçarote e uma etiqueta personalizada fazem a festa!




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geleia de marmelo

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-
origem
-
ingredientes
para 5 dl de sumo de marmelo
460g de açúcar


















preparação

Aproveite as cascas e pevides dos marmelos usados para fazer a marmelada
ou
coza uma porção de marmelos, cortados aos quartos, com casca e pevides.

A água deve ser apenas a suficiente para cobrir os frutos.

Quando os marmelos estiverem desfeitos coam-se - junto com a água - por um pano de linho, sem espremer. (À falta do pano de linho use um pano de cozinha.)

Meça o sumo obtido e calcule o açúcar necessário.

Leve o açúcar ao lume até atingir o ponto de rebuçado.

Junte o sumo ao açúcar e leve de novo ao lume até ficar o doce em ponto de pasta.

Verta a geleia em frascos ou copos - com cuidado e devagar, para não partirem.

Feche os frascos enquanto quentes e vire-os com a tampa para baixo.

Como preparar os frascos para compotas?



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marmelada branca

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origem
portugal
ingredientes
5 kg de marmelos
10 kg de açúcar














preparação

Lave os marmelos, descasque e tire as pevides. (Guarde cascas e pevides para fazer geleia)

Corte aos quartos, pese-os e ponha-os a cozer com água suficiente para os cobrir até que, apertando um pouco de marmelo entre os dedos, este se desfaça.

Passe os marmelos cozidos por uma peneira, passevite ou coador de rede fina (ou com varinha mágica).

Ponha o açúcar em ponto de rebuçado e junte ao açúcar a massa de marmelos, batendo bem para a marmelada ficar branca.

Sem voltar ao lume, coloque a marmelada em tigelas e deixe secar, ao sol, de preferência, durante 8 dias.

Findo este tempo cubra com papel vegetal passado em aguardente.

Veja abaixo a técnica das freiras do mosteiro de Odivelas - aconselha-se o uso de marmelos verdes, colocar os marmelos em água fria assim que descascados e ainda bater a marmelada até arrefecer... ufa!


A mais famosa marmelada branca é a de Odivelas.

A marmelada branca é um doce exclusivo de Odivelas, tendo sido confeccionado no mosteiro das Bernardas, que sempre guardaram o segredo que lhes permitia obter um doce de cor muito clara, próximo do branco, mas não exactamente branca.

A marmelada branca era oferecida aos convidados e visitadores desta comunidade nos dias festivos, sobretudo nos outeiros organizados pelas freiras e aos quais acorriam os cortesãos e poetas.
Nestas ocasiões a marmelada oferecida tinha a forma de quadradinhos e pegava-se nela à mão como qualquer bolo seco.

O segredo só foi desvendado depois da morte da última freira, em finais do século XIX, quando faleceu a última freira, porque ela deixou um caderno de receitas escrito pela sua mão a uma sua afilhada, onde além de muitos outros doces deste mosteiro estava escrita a receita da marmelada branca.

Veja a seguir a receita original, transcrita do caderno de receitas da referida freira:

Marmelada branca 

Vão-se esbrugando os marmelos e deitando-os em água fria. Põe-se a ferver em lume brando, estando bem cozidos se passam por peneira. Para 1kg de massa 2kg de açúcar em ponto alto de sorte que deitando uma pinga n´agua coalhe; tira-se o tacho do lume e se lhe deita a massa muito bem desfeita com a colher, torna ao lume até levantar empolas. Tira-se para fora e se bate até esfriar, para se pôr em pratos a secar.”





Dizem os entendidos que um dos truques para que a marmelada fique branca é pôr os marmelos em água fria logo que sejam descascados; o outro truque será usar marmelos ainda verdes.



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marmelada

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origem
portugal
ingredientes
10 kg de marmelos
(pesados já descascados)
8 kg de açúcar














preparação

Lave os marmelos (para depois poder usar as cascas para geleia).

Corte os marmelos em quartos, descasque e retire as pevides. (Se quiser fazer geleia reserve as cascas e as pevides).

Leve os marmelos a cozer em água apenas suficiente para os cobrir.

Passe os marmelos por uma peneira ou passevite ou, simplesmente, reduza-os a puré com a varinha mágica.

Ponha este puré num tacho largo e junte o açúcar, mexendo sempre.

Leve então ao lume e, logo que ferva com força, deixa-se ficar mais meia hora, mexendo sempre.
Atenção: quando a marmelada começa a ferver forma bolhas e espirra. Se não mexer sempre arrisca-se a ficar com marmelada no tecto da cozinha (já me aconteceu) ou pior ainda a queimar-se.

Guarde a marmelada em tigelas - de porcelana, dizem-me os mais antigos, mas eu uso cerâmica, plástico ou mesmo formas de alumínio, depende da quantidade que faça.

Deixe a marmelada secar por um ou dois dias - ao sol, de preferência - e cubra com papel vegetal passado em aguardente. Quando quiser usar uma porção de marmelada "desenforme-a" sobre um prato.

Curiosidades:
Pode ser branca ou vermelha.

A marmelada é uma especialidade da doçaria regional portuguesa, sendo a mais famosa a branca, de Odivelas (próximo de Lisboa), fabricada no antigo mosteiro das Bernardas.

Em inglês, italiano e vários outros idiomas o doce indicado como "marmelade" ou "marmalade" difere de marmelada, pois faz-se de laranjas, limões ou outras frutas, sendo mais apropriado traduzir-se a marmelada por "Quince cheese", geleia feita do marmelo.
Em alemão, "Marmelade" é sinónimo de "doce de fruta", e pode fazer-se de qualquer fruta, como cenoura ou abóbora, por exemplo.

Ao longo da viagem de circum-navegação, enquanto os marinheiros sofriam e morriam à sua volta devido ao escorbuto, Fernão de Magalhães e vários outros oficiais mantinham-se misteriosamente saudáveis. Ninguém sabia porquê, mas havia uma razão relevante para terem escapado à terrível doença. Durante toda aquela provação, os oficiais serviam-se regularmente de um fornecimento de compota de marmelo que o capitão português fizera embarcar. O marmelo, um fruto do género da maçã, era na realidade um potente antiescorbuto, graças à sua quantidade de vitamina C.
in curiosidades da história

Pode ver aqui mais sobre a história da marmelada.



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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

milho frito

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-
origem
portugal, madeira
ingredientes
500g farinha de milho
2 1/2 litros de água
250g de couve cortada em caldo verde
2 colh sopa de manteiga, margarina ou banha
sal q.b.
óleo para fritar













preparação

Desfaça 250g de farinha de milho num pouco de água fria.

Lave muito bem a couve cortada em caldo verde e ponha-a a escorrer.

Leve os dois litros e meio de água ao lume, com a gordura e o sal. Assim que a água ferver junte o milho desfeito.

Quando retomar fervura junte a couve.

Quando a couve estiver quase cozida adicione a restante farinha de milho e deixe ferver até estar tudo bem cozido, mexendo sempre. Rectifique o tempero e mexa.

Retire do lume e verta em tabuleiros ou travessas.

Depois de estar completamente arrefecido (pode ficar de um dia para o outro), corte aos quadradinhos ou em pequenos rectângulos.

Frite em óleo bem quente até ficarem com uma crosta dourada.



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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

amêijoas à bulhão pato

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4
origem
portugal
ingredientes
1 kg de amêijoas
2 colh sopa de azeite
2 dentes alho
1 limão
1 ramo de salsa
sal, pimenta ou piri-piri













preparação

Arranje as amêijoas pondo-as de molho em água, para lavar. Escorra-as.

A seguir ponha-as novamente de molho em água com sal e com uma colh sobremesa de farinha maisena. Ensinaram-me isto dizendo que as amêijoas ficam mais "gordinhas" e, como eu acho que funciona, faço sempre isto.

Quando retirar as ameijoas da água faça-o com uma escumadeira para, no caso de haver areia no fundo do recipiente, sairem limpas.

Num tacho leve ao lume o azeite, deixe aquecer e junte os dentes de alho, picados.

Deixe alourar só um pouco e introduza as amêijoas.

Junte a salsa bem picadinha e tempere de sal e pimenta - eu prefiro piri-piri.

Vá mexendo o recipiente de vez em quando. (o recipiente e não as amêijoas com uma colher...)

Quando todas as amêijoas estiverem abertas, retire e regue com o sumo do limão.

Rejeite qualquer molusco que não esteja aberto.

Acompanhe com umas belas torradinhas...



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massa de rissóis

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-
origem
portugal
ingredientes
2 chav água
2 chav farinha
1 colh sopa de margarina ou azeite
sal q.b.













preparação

Ponha a água a ferver com a margarina ou o azeite e uma pitada de sal.

Logo que levante fervura junte a farinha de trigo e mexa energicamente, até descolar do tacho e formar uma bola.

Deixe ficar mais alguns momentos sobre o lume para enxugar a massa, mexendo sempre, e depois retire.

Despeje numa superfície lisa, enfarinhada e fria. Assim que suportar a temperatura vá trabalhando a massa com as mãos até arrefecer por completo e forme uma bola.

Estenda a massa com um rolo enfarinhado, não muito fina. Corte rodelas (com forma própria ou com um copo), coloque o recheio, dobre e aperte as pontas ou apare com uma carretilha.

Ou então coloque montinhos de recheio com um intervalo de 4 dedos entre si e dobre a massa para cortar vários rissois de uma só vez.

Conforme for formando os rissois vá-os colocando numa bandeja polvilhada com farinha. Quando acabar guarde-os no frigorífico durante meia hora.

Quando os retirar do frigorífico passe-os por ovo batido e pão ralado fininho.

Se for para consumo imediato frite-os em óleo bem quente.

Se quiser congelar, primeiro disponha os rissois num tabuleiro, afastados uns dos outros. Tape com película aderente e leve ao congelador.

Quando congelarem, retire os rissóis com cuidado. Transfira-os para um saco - a quantidade que entender - e coloque uma etiqueta com a quantidade e a data de congelação bem como o tipo de recheio que tiverem.






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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

vinho dos mortos :: o que é?

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Há uns anos atrás as minhas incursões por terras de Barroso eram frequentes e ávidas de conhecer mais.

A conquista dos habitantes da zona, transmontanos áridos, foi lenta mas bem construída. A maior parte não conseguia entender o interesse mostrado pela sua terra.

Foi numa dessas alturas de troca de histórias e conhecimentos, normalmente com os anciãos sentados perto do pelourinho, que tomei conhecimento do Vinho dos Mortos.

Consumida pela curiosidade lá fui eu, rumo a Boticas, comer uma deliciosa truta num restaurante que já não existe e era também muito conhecido pelas suas rabanadas, que eu nunca consegui duplicar.

Logo a seguir ao repasto perguntei por quem vendesse o apetecido vinho. A custo e com alguma contrariedade lá segui um botiquense até à sua adega. Foi do chão da adega, de saibro, que ele retirou e sacudiu as 6 garrafas que lhe pedi que me vendesse.

Vindo para casa procurei por mais informação, que confirmou o que me tinham contado sobre este vinho.

Durante a 2ª Invasão Francesa (1808) e em face do avanço das tropas comandadas pelo General Soult, que na sua passagem tudo saqueavam, pilhavam e destruíam, a população de Boticas, para tentar defender o seu património, decidiu esconder, enterrando, o que tinha de mais valioso. 
O vinho foi enterrado no chão das adegas, no saibro, debaixo das pipas e dos lagares. 

Mais tarde, depois dos franceses terem sido expulsos, os habitantes recuperaram as suas casas e os bens que restaram. 

Ao desenterrarem o vinho, julgaram-no estragado. Porém, descobriram com agrado que estava muito mais saboroso, pois tinha adquirido propriedades novas. Era um vinho com uma graduação de 10º/11º, palhete, apaladado, e com algum gás natural, que lhe adveio da circunstância de se ter produzido uma fermentação no escuro a temperatura constante.

Por ter sido “enterrado” ficou a designar-se por “Vinho dos Mortos” e passou a utilizar-se esta técnica, descoberta ocasionalmente, para melhor o conservar e optimizar a sua qualidade.  

A técnica continua a ser usada, com êxito, até aos dias de hoje.

Na altura em que eu comprei as tais garrafas nem sequer havia rótulo. A produção era pouca e destinava-se ao consumo próprio e a alguns (poucos) restaurantes na zona.

Hoje em dia as condições de comercialização e reconhecimento do vinho mudaram drasticamente. As garrafas têm selo do Instituto do Vinho e da Vinha e um rótulo muito mais apelativo. E o vinho já é vendido online.


Veja mais nesta reportagem do Porto Canal.





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trutas à moda de boticas, do barroso, transmontanas

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4
origem
Portugal
ingredientes
4 trutas
1 limão e meio
sal
farinha
6 fatias de presunto gordo
1 colher de sobremesa de colorau
20g de manteiga ou margarina
azeite para fritar
salsa bem picadinha













preparação

Tempere as trutas com o sumo de 1 limão e sal, cubra com água e deixe assim de um dia para o outro para que saia facilmente o visco que têm agarrado à pele (a truta é um peixe de rio).

Lave as trutas em água corrente, enxugue bem.

Separe a gordura do presunto.
Corte 2 fatias de presunto em cubinhos e misture-os com o colorau.

Encha a barriga das trutas com o presunto e feche a abertura com um palito.

Leve um fio de azeite ao lume numa frigideira anti-aderente.
Frite ligeiramente 4 fatias de presunto e reserve.

Frite as trutas previamente escorridas e passadas por farinha.
Deixar fritar cerca de 5 minutos de cada lado e reserve.

Pique a gordura do presunto e leve ao lume juntamente no azeite com a manteiga já derretida e o  sumo de meio limão.

Deixe ao lume até a gordura derreter, junte a salsa picada e retire.

Colocar uma das fatias de presunto fritas por cima de cada truta e regue-as com o molho que esteve ao lume.

Sirva com batatinhas novas cozidas.

Para uma experiência perfeita, acompanhe a refeição com Vinho dos Mortos.




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filetes de polvo com arroz do mesmo

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6
origem
Portugal
ingredientes
1,200kg polvo o mais grosso possível
400g de arroz agulha
1 cebola pequena
1 cebola picada
1 dente de alho picado
0,5  dl de azeite
30g de margarina
1 ramo de salsa
2 folhas de louro
1 tomate pelado e picado
1 limão
sal e pimenta q.
2 ovos batidos
farinha para passar
óleo para fritar



















preparação

Comece por limpar bem e lavar o polvo.
Bata o polvo com um peso em madeira (rolo da massa, martelo de picar carne - óptimo para aliviar stress). Volte a lavar o polvo.

Ponha ao lume uma panela com água até meio, temperada com sal. Quando a água ferver mergulhe nela o polvo durante uns segundos e retire-o.

Espere que a água volte a ferver, junte a cebola pequena e o polvo, de novo, durante mais ou menos 40 minutos (depende do tamanho).

Retire o polvo para um prato e reserve o caldo de o cozer. Deixe-o arrefecer.

Corte as pontas dos tentáculos e o capuz do polvo em pedacinhos e a parte mais grossa ao meio (como pequenos filetes). Tempere os filetes com pimenta e o sumo de limão.

preparar o arroz

Faça um refogado com o azeite, a margarina, a cebola e o alho picados e as folhas de louro. Quando alourar junte o tomate picado e mexa.

Junte o arroz e mexa 1 ou 2 minutos. Se quiser um arroz normal junte o caldo de cozer o polvo na proporção de 2 de caldo para 1 de arroz; se quiser um arroz malandrinho a proporção passa a 3 de caldo para 1 de arroz. Rectifique de sal.

Quando levantar fervura junte os pedacinhos de polvo, mexa bem, baixe o lume, tape o tacho e deixe cozer durante 15 ou 20 minutos.

preparar os filetes

Escorra os filetes do tempero. Passe-os por farinha e ovo batido e frite-os rapidamente, em óleo bem quente.

Escorra-os bem sobre papel absorvente (de cozinha).

Sirva acompanhado por uma boa salada.



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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

bola de carne do tio

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origem
-
ingredientes
6 ovos
3 chávenas de farinha
1 chávena de leite
3/4 chávena de azeite
2 colh chá de fermento
carnes a gosto













preparação

Esta bola é extremamente simples e pode ser feita com qualquer tipo ou variedade de carnes: fiambre, mortadela, aproveitamentos de carne assada, paio, bacon, chouriço ou outros, a gosto.

Pela sua simplicidade é mais um bolo do que uma bola.

Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Bata os ovos inteiros.

Junte a farinha, o leite, o azeite e o fermento. Bata muito bem.

Unte uma forma rectangular (não muito grande) com margarina e polvilhe-a com farinha.

Disponha camadas de massa alternadas com camadas de carnes. A última camada deve ser de massa; pincele-a com gema de ovo batida e leve ao forno.

O tempo de cozedura varia entre 30/40 minutos.








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terça-feira, 14 de agosto de 2012

sardinhas assadas no forno

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origem
-
ingredientes
8 sardinhas
4 colh sopa de azeite
4 tomates
1 cebola
1 pimento vermelho
4 dentes de alho
4 fatias de pão saloio
5 ou 6 pés de salsa
200g de mistura de alfaces
1 pepino
sal marinho q.b.
















preparação

Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Amanhe as sardinhas (retire as vísceras) e corte-lhes a cabeça. Mais fácil ainda é pedir a quem lhe vende o peixe para fazer isso. Lave as sardinhas em água corrente para eliminar todas as escamas. Enxugue as sardinhas em papel absorvente (de cozinha) e tempere-as com sal.

Coloque as fatias de pão num tabuleiro de forno.
Descasque a cebola e corte às rodelas ou aos gomos fininhos.
Lave o pimento, retire as sementes e corte em tirinhas.

Espalhe a cebola e o pimento sobre as fatias de pão e sobre estas disponha as sardinhas.
Salpique com os dentes de alho bem picadinhos e regue com o azeite.

Leve ao forno pré-aquecido durante 15 minutos.

Entretanto prepare a salada com a mistura de alfaces, os tomates em gomos e o pepino em rodelas.

Quando as sardinhas estiverem assadas, retire-as do forno e salpique com salsa picada.

sugestão: Use uma das colheres de azeite numa frigideira anti-aderente para fritar ligeiramente as tirinhas de pimento e as rodelas de cebola. Tempere com um pouco de sumo de limão. Use esta mistura em cima do pão em vez de usar os legumes crus.

Esta é uma excelente forma de preparar as sardinhas sem as fritar e sem ter de fazer um churrasco. Ficam óptimas!


caixinha@ pingo doce



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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

bolo de arroz

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nº pessoas
-
origem
Portugal
ingredientes
125 g de açúcar + o necessário para polvilhar
70 g de margarina
3 ovos
150 g de farinha de arroz
50 g de farinha de trigo
1 colher de sobremesa de fermento em pó














preparação

Ligue o forno e regule-o para os 180º C.

Corte 8 tiras de papel vegetal encerado com 30 x 5 cm. Dobre as tiras ao meio, enrole e agrafe as pontas de modo a obter uns cilindros com 5 cm de altura.

Bata o açúcar com a margarina até obter um creme liso e esbranquiçado. Junte os ovos, um a um batendo sempre. Junte a farinha de arroz, a farinha de trigo, o fermento e mexa muito bem.

Forre um tabuleiro de forno com papel vegetal encerado, por cima coloque os cilindros de papel.

Distribua a massa pelo interior dos cilindros de papel com a ajuda de uma colher e leve a cozer no forno durante cerca de 30 minutos.

Cerca de 10 minutos antes de terminar a cozedura polvilhe os bolos com açúcar.




cintas para bolo de arroz


As lojas de artigos para festa e pastelaria multiplicam-se e são cada vez mais fáceis de encontrar.

Se não encontrar nenhuma loja física por perto saiba que existem algumas lojas online para encontrar todo o tipo de acessórios e utensílios para pastelaria e culinária.

As cintas para bolo de arroz encontrei na Enfeitarte, onde também encontra formas de papel para queques ou o vulgar papel almaço.








Este papel siliconizado encontrei também na loja Cenários Gulosos.

À falta de melhor forme cones de papel vegetal ou papel almaço - o mesmo que se usa no pão de ló - para forrar formas de queques.

Se o apetite pelos bolinhos for inadiável e não houver papel nenhum, não deixe de os fazer... formas de papel frisado, formas para queques, o que tiver à mão.



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domingo, 5 de agosto de 2012

torta de laranja de setúbal

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nº pessoas
-
origem
Portugal
ingredientes
300g de açúcar
80g manteiga
10 ovos
1 colh sopa farinha
sumo e raspa de 1 laranja
papel vegetal
manteiga e açúcar













preparação

Unte um tabuleiro com cerca de 20x30cm, forre-lhe o fundo com papel vegetal e unte de novo.

Numa tigela misture a manteiga derretida com os restantes ingredientes e deite no tabuleiro.

Leve a cozer em forno médio (180), por 10 / 12 minutos.

Quando a massa estiver cozida retire-a e deixe arrefecer.

Com a ajuda de uma faca descole-a em volta e vire-a sobre uma folha de papel vegetal polvilhada com açúcar.

Tire o papel de forrar o tabuleiro e enrole-a com cuidado, com a ajuda do papel vegetal polvilhado.

Decore com metades de laranja.

Esta é uma torta muito húmida e com um acentuado sabor a laranja e uma favorita cá em casa.


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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

bacalhau com natas dos casamentos

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nº pessoas
8
origem
Portugal
ingredientes
  • 800g bacalhau demolhado 
  • 1,200 kg batatas 
  • 2 cebolas 
  • 2 dentes alho picados 
  • 1 dl azeite 
  • 40g manteiga 
  • 60g farinha 
  • 20g queijo ralado 
  • 3 dl leite 
  • 2 dl natas 
  • Sal, pimenta, noz moscada, sumo de limão, q.b












preparação

Leve a cozer o bacalhau num litro de água. Escorra-o e guarde o caldo.

Descasque as batatas, corte-as em cubinhos, lave, escorra, frite em óleo quente e tempere de sal.
(Pode sempre facilitar e usar batatinhas em cubos, congeladas; poupa imenso tempo.)

Escolha o bacalhau de peles e desfie.
(É um facto que o ideal serão postas de bacalhau mas também se pode fazer com bacalhau desfiado)

Descasque as cebolas, corte em rodelas finas e leve-as a refogar no azeite com os dentes de alho picados, sem deixar ganhar cor.
(Pode juntar-se couve roxa ou branca, cenouras ou qualquer outra coisa de que se lembre, cortados em juliana, ao refogado de cebola.)

Num tacho leve ao lume a manteiga e, quando quente, junte a farinha. Mexa bem e adicione aos poucos, primeiro o leite, depois 0,5l do caldo de cozer o bacalhau e, por fim, as natas.
Mexa até ferver, retire e tempere com sal, pimenta, sumo de limão e noz moscada.

Num tabuleiro coloque camadas alternadas de cebolada, batatas e bacalhau, sem calcar.

Regue com o molho, polvilhe com queijo ralado e leve a forno forte (200ºC) até alourar.
Se houver alguém que não goste de queijo, polvilhe com pão ralado.

(Este é um prato que se pode deixar preparado com antecedência, guardando-o no frigorífico até à hora de meter no forno. É um preferido cá de casa - e não só - sempre que faço um jantar volante para receber amigos.)


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