• as cozinheiras

    A primeira lição é que não há palavra que possa ensinar o gosto do feijão ou o cheiro do coentro. É preciso provar, cheirar, só um pouquinho, e ficar ali, atento, para que o corpo escute a fala silenciosa do gosto e do cheiro. (Rubem Alves)

  • prove...

    Cozinheiro: bruxo, sedutor. "— Vamos, prove, veja como está bom..." Palavras que não transmitem saber, mas atentam para um sabor.

  • vontade de comer

    A lição dois é que o prazer do gosto e do cheiro não convivem com a barriga cheia.

  • saciedade

    Já os estômagos estufados põem fim ao prazer, pedem os digestivos, o sono e a obesidade.

  • alquimia

    (...) tenho um fascínio enorme pelas panelas, pelo fogo, pelos temperos e por toda a bruxaria que acontece nas cozinhas (...)

  • antecipação

    (...) o prazer que aparece no rosto curioso e sorridente de alguém que tira a tampa da panela, para ver o que está lá dentro.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

o que é :: à provençal

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"À Provençal" é um termo que se usa para identificar um prato preparado ao estilo da Provença, uma região no sudeste de França. Banhada pelo mar Mediterrâneo, esta região do sul da França é a principal produtora de azeites do país e suas réstias de alho decoram até as paredes das casas.

Logo, alho e azeite são ingredientes indispensáveis.

Tomates, cebolas, azeitonas, cogumelos, anchovas e beterraba também podem fazer parte.

É comum encontrar receitas à provençal com ou sem cebola, com ou sem tomate, com ou sem vinho branco. Em relação às ervas aromáticas, então, a diversidade é imensa ~ há os que usam sálvia, erva-doce, alecrim e tomilho secos (as típicas da Provença) e aqueles que não dispensam folhas frescas de salsa e cebolinha.  

A própria Larousse Gastronomique, obra de referência da cozinha francesa, aponta para essas permitidas variações. A única ressalva é que o produto incluído tenha alguma ligação com a tal região francesa e, assim, não descaracterize a sua peculiar simplicidade e irresistível frescura. “O que podemos estabelecer como regra é o uso indispensável de azeite e alho. Sem eles não há receita à provençal.”

Neste mundo de possibilidades à la provençale, é preciso ainda fazer uma distinção: para receitas frescas e de elaboração ligeira, como a de camarões, lulas e mexilhões, convém insistir na composição purista de alho, azeite e duas ou três ervas. Nos pratos mais demorados, mais apurados, já fica bem acrescentar tomate, cebola, vinho, pimentão, alcachofras ou espargos.
campo de alfazema e as omnipresentes oliveiras


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mexilhão à provençal

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nº pessoas
-
origem
frança
ingredientes
2kg de mexilhão bem fresco
3 dl vinho branco
4 chalotas ou cebolas pequenas
4 dentes de alho ou a gosto
4 tomates pelados
1 colh sopa de azeite
1 folha de louro
1 malagueta fresca
sal e pimenta













preparação

Mergulhe o mexilhão em água fria e limpa.
Remova todas as conchas abertas ou danificadas e limpe as restantes de tudo o que cobre as conchas.

Mude a água e deixe os mexilhões de molho durante 1 hora.

Escorra bem e coloque-os numa caçarola alta.

Pique os alhos e as chalotas e junte ao mexilhão.
Junte o vinho e 1,5 dl de água fria

Leve ao lume e deixe cozinhar até que todas as conchas estejam abertas. Retire o mexilhão para um recipiente quente, usando uma escumadeira.

Corte o tomate pelado em pedacinhos pequenos e elimine as sementes.

Junte o tomate ao caldo de cozedura e deixe ferver cerca de 5 minutos. Adicione o azeite e continue a cozinhar até apurar. Junte o louro, a malagueta, sal e pimenta. Mexa e rectifique o tempero.

Regue o mexilhão com este molho e sirva, de imediato, com pão torrado.

o que é à provençal?
 


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sexta-feira, 27 de julho de 2012

roux :: termo culinário

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O roux é um espessante para molhos, sopas e estufados que lhes confere um sabor especial. 
Cozinhar a farinha em gordura desactiva uma enzima que, se não for destruída pelo calor forte, interfere na habilidade de espessar desse ingrediente. 
Cozinhar a farinha também muda o sabor do cereal cru, tornando-o tostado e amendoado. Quanto mais o roux for cozido, mais o sabor e a cor se tornam pronunciados e menos espessante se torna
O processo consiste em cozinhar farinha de trigo com gordura (tradicionalmente manteiga), em proporções iguais, até que o produto fique amarelado e sempre sem deixar de mexer.
Leva-se uma frigideira ao lume em fogo baixo/médio para aquecer. Coloca-se a manteiga e espera-se que derreta. Adiciona-se então a farinha de trigo. Mexe-se durante cerca de 1 minuto para obter o roux branco.

No primeiro estágio (branco), a consistência será de areia fina molhada e o roux terá um sabor suave mas será muito espessante.

Após mais ou menos 4 minutos de cozedura atinge-se o segundo estágio (amarelo), menos espessante que o primeiro e com um sabor levemente amendoado.

Os tons castanhos irão sendo cada vez menos espessantes e com um sabor cada vez mais acentuado.

A mistura de roux deve ser adicionada aos líquidos a serem espessados aos poucos e mexendo sempre. 

Regra de ouro: é melhor misturar roux frio ao líquido quente e roux quente ao líquido frio.



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