• as cozinheiras

    A primeira lição é que não há palavra que possa ensinar o gosto do feijão ou o cheiro do coentro. É preciso provar, cheirar, só um pouquinho, e ficar ali, atento, para que o corpo escute a fala silenciosa do gosto e do cheiro. (Rubem Alves)

  • prove...

    Cozinheiro: bruxo, sedutor. "— Vamos, prove, veja como está bom..." Palavras que não transmitem saber, mas atentam para um sabor.

  • vontade de comer

    A lição dois é que o prazer do gosto e do cheiro não convivem com a barriga cheia.

  • saciedade

    Já os estômagos estufados põem fim ao prazer, pedem os digestivos, o sono e a obesidade.

  • alquimia

    (...) tenho um fascínio enorme pelas panelas, pelo fogo, pelos temperos e por toda a bruxaria que acontece nas cozinhas (...)

  • antecipação

    (...) o prazer que aparece no rosto curioso e sorridente de alguém que tira a tampa da panela, para ver o que está lá dentro.

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

amêijoas à bulhão pato

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4
origem
portugal
ingredientes
1 kg de amêijoas
2 colh sopa de azeite
2 dentes alho
1 limão
1 ramo de salsa
sal, pimenta ou piri-piri













preparação

Arranje as amêijoas pondo-as de molho em água, para lavar. Escorra-as.

A seguir ponha-as novamente de molho em água com sal e com uma colh sobremesa de farinha maisena. Ensinaram-me isto dizendo que as amêijoas ficam mais "gordinhas" e, como eu acho que funciona, faço sempre isto.

Quando retirar as ameijoas da água faça-o com uma escumadeira para, no caso de haver areia no fundo do recipiente, sairem limpas.

Num tacho leve ao lume o azeite, deixe aquecer e junte os dentes de alho, picados.

Deixe alourar só um pouco e introduza as amêijoas.

Junte a salsa bem picadinha e tempere de sal e pimenta - eu prefiro piri-piri.

Vá mexendo o recipiente de vez em quando. (o recipiente e não as amêijoas com uma colher...)

Quando todas as amêijoas estiverem abertas, retire e regue com o sumo do limão.

Rejeite qualquer molusco que não esteja aberto.

Acompanhe com umas belas torradinhas...



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massa de rissóis

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-
origem
portugal
ingredientes
2 chav água
2 chav farinha
1 colh sopa de margarina ou azeite
sal q.b.













preparação

Ponha a água a ferver com a margarina ou o azeite e uma pitada de sal.

Logo que levante fervura junte a farinha de trigo e mexa energicamente, até descolar do tacho e formar uma bola.

Deixe ficar mais alguns momentos sobre o lume para enxugar a massa, mexendo sempre, e depois retire.

Despeje numa superfície lisa, enfarinhada e fria. Assim que suportar a temperatura vá trabalhando a massa com as mãos até arrefecer por completo e forme uma bola.

Estenda a massa com um rolo enfarinhado, não muito fina. Corte rodelas (com forma própria ou com um copo), coloque o recheio, dobre e aperte as pontas ou apare com uma carretilha.

Ou então coloque montinhos de recheio com um intervalo de 4 dedos entre si e dobre a massa para cortar vários rissois de uma só vez.

Conforme for formando os rissois vá-os colocando numa bandeja polvilhada com farinha. Quando acabar guarde-os no frigorífico durante meia hora.

Quando os retirar do frigorífico passe-os por ovo batido e pão ralado fininho.

Se for para consumo imediato frite-os em óleo bem quente.

Se quiser congelar, primeiro disponha os rissois num tabuleiro, afastados uns dos outros. Tape com película aderente e leve ao congelador.

Quando congelarem, retire os rissóis com cuidado. Transfira-os para um saco - a quantidade que entender - e coloque uma etiqueta com a quantidade e a data de congelação bem como o tipo de recheio que tiverem.






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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ninhos de vitela e ovo cozido

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4
origem
-
ingredientes
4 bifes de vitela
4 fatias de fiambre
4 ovos cozidos
1 colh sopa de farinha
50 g de manteiga
sal e pimenta
fio de cozinha













preparação

Bata um pouco os bifinhos e tempere-os com sal e pimenta.

Sobre cada bifinho coloque uma fatia de fiambre e sobre esta um ovo cozido (sem casca, ok?).

Enrole o bifinho e ate-o com fio de cozinha; à falta de fio próprio vai mesmo com linha.

Aqueça a manteiga (ou margarina) num tacho largo o suficiente para pôr os bifinhos lado a lado.

Passe os rolos pela farinha e frite-os, de todos os lados, na manteiga aquecida.

Adicione um pouco de água, tape o tacho e cozinhe por mais 15 minutos, em lume brando.


Esta receita pode ser considerada básica mas é a minha preferida.
Há várias formas de a personalizar:
- com um refogado de cebola e tomate fresco
- juntando ervilhas depois de juntar a água
- com pedacinhos de pimento frito
- acrescentando cenoura às rodelas
- substituindo o fiambre por chourição ou por folhas de espinafre, por exemplo
e tudo o mais que a sua imaginação ditar.

Pode substituir os bifinhos de vitela por peru ou bifanas de porco. Neste último caso deixe cozinhar pelo menos durante 30 minutos.

Quanto ao acompanhamento o meu preferido é o puré; mas claro que pode acompanhar com arroz, massa cozida e até batata frita.

Bom apetite!




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salmão em papelote

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-
origem
-
ingredientes
salmão, lombo, filete ou posta; 1 por pessoa
papel de alumínio
limão, sal
legumes:
qualquer legume ou mistura de legumes frescos ou congelados
1 fio de azeite















preparação

Esta é uma receita que eu preparo imensas vezes; porque é saudável, ultra fácil e porque de cada vez fica diferente, conforme os legumes ou o acompanhamento que uso.

Tempere o salmão com sal, pimenta recém moída e sumo de limão. Deixe repousar durante, pelo menos 1 hora, no frigorífico.

Prepare os legumes.
Se os legumes forem congelados só tem de os deixar descongelar.
Se forem frescos, lave, corte em pedaços e coza a vapor durante 2 ou 3 minutos.
Se não tiver nenhum utensílio para cozer a vapor, não desanime: sobre uma panela de água a ferver coloque um coador grande com os legumes dentro e apoie-o na borda da panela.

Tempere os legumes.

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Corte tantos rectângulos de papel de alumínio quantas as porções de salmão.
No centro de cada papelote coloque uma porção de legumes e, por cima, o salmão. Regue com um fio de azeite (pouco) e polvilhe com ervas aromáticas frescas ou secas. Uso várias vezes tomilho, mas pode ser salsa picadinha, oregãos ou o paladar que lhe agradar mais.

Feche o papelote: como se fosse um rebuçado, apertando as pontas em cima ou usando uma outra folha de alumínio para tapar e aperte as bordas. Seja como for, feche bem o papelote.

Coloque os papelotes preparados dentro de um recipiente refractário e leve ao forno durante 20 minutos.

sugestão de legumes:
- Nos supermercados Lidl (passe a publicidade) existem uns legumes congelados para saltear, da marca Green Grocer’s, que aparecem em 3 ou 4 opções diferentes de mistura e que fazem "parte da mobília" no meu congelador. Esses legumes estão pré-cozinhados e já têm gordura suficiente. Usando esses é só mesmo pô-los directamente no papelote com o peixe por cima, o que torna tudo muito mais rápido.
- ervilhas de quebrar, cenoura, courgete, cebola, alho francês, ervilhas, pimento (verde, vermelho e amarelo, que delícia), tomate ou tomate cereja, o que houver disponível...

sugestão de acompanhamento:
- massa cozida com um fio de azeite e sal, temperada com ervas aromáticas
- batata cozida
- algumas vezes uso batata congelada pré-preparada e ponho-a no forno no mesmo recipiente do salmão, sem gordura extra e com o mesmo tempo de cozedura (super ultra rápido)
- arroz branco
- legumes ~ basta aumentar a dose dos legumes que fazem a cama para o salmão; grelos salteados ou esparregado




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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

bola de carne do tio

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origem
-
ingredientes
6 ovos
3 chávenas de farinha
1 chávena de leite
3/4 chávena de azeite
2 colh chá de fermento
carnes a gosto













preparação

Esta bola é extremamente simples e pode ser feita com qualquer tipo ou variedade de carnes: fiambre, mortadela, aproveitamentos de carne assada, paio, bacon, chouriço ou outros, a gosto.

Pela sua simplicidade é mais um bolo do que uma bola.

Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Bata os ovos inteiros.

Junte a farinha, o leite, o azeite e o fermento. Bata muito bem.

Unte uma forma rectangular (não muito grande) com margarina e polvilhe-a com farinha.

Disponha camadas de massa alternadas com camadas de carnes. A última camada deve ser de massa; pincele-a com gema de ovo batida e leve ao forno.

O tempo de cozedura varia entre 30/40 minutos.








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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

bacalhau com natas dos casamentos

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8
origem
Portugal
ingredientes
  • 800g bacalhau demolhado 
  • 1,200 kg batatas 
  • 2 cebolas 
  • 2 dentes alho picados 
  • 1 dl azeite 
  • 40g manteiga 
  • 60g farinha 
  • 20g queijo ralado 
  • 3 dl leite 
  • 2 dl natas 
  • Sal, pimenta, noz moscada, sumo de limão, q.b












preparação

Leve a cozer o bacalhau num litro de água. Escorra-o e guarde o caldo.

Descasque as batatas, corte-as em cubinhos, lave, escorra, frite em óleo quente e tempere de sal.
(Pode sempre facilitar e usar batatinhas em cubos, congeladas; poupa imenso tempo.)

Escolha o bacalhau de peles e desfie.
(É um facto que o ideal serão postas de bacalhau mas também se pode fazer com bacalhau desfiado)

Descasque as cebolas, corte em rodelas finas e leve-as a refogar no azeite com os dentes de alho picados, sem deixar ganhar cor.
(Pode juntar-se couve roxa ou branca, cenouras ou qualquer outra coisa de que se lembre, cortados em juliana, ao refogado de cebola.)

Num tacho leve ao lume a manteiga e, quando quente, junte a farinha. Mexa bem e adicione aos poucos, primeiro o leite, depois 0,5l do caldo de cozer o bacalhau e, por fim, as natas.
Mexa até ferver, retire e tempere com sal, pimenta, sumo de limão e noz moscada.

Num tabuleiro coloque camadas alternadas de cebolada, batatas e bacalhau, sem calcar.

Regue com o molho, polvilhe com queijo ralado e leve a forno forte (200ºC) até alourar.
Se houver alguém que não goste de queijo, polvilhe com pão ralado.

(Este é um prato que se pode deixar preparado com antecedência, guardando-o no frigorífico até à hora de meter no forno. É um preferido cá de casa - e não só - sempre que faço um jantar volante para receber amigos.)


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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

arroz frito, arroz branco, arroz solto

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origem
-
ingredientes
  • azeite
  • alho
  • arroz
  • água
  • caldo de galinha
  • sal q.b.













preparação

Por cada pessoa a medida de arroz é igual a 1 chávena de café.

Dizem que a  medida de água é o dobro da medida de arroz, mas, para obter um arroz bem soltinho, use apenas uma vez e meia a medida do arroz.

Ponha o azeite a aquecer, num tacho, e junte-lhe um dente de alho, inteiro.

Um amigo meu perguntava-me, repetidamente, porque é que o "arroz de restaurante" tinha um sabor diferente... É só juntar uma folha de louro (bem limpa) ao azeite, juntamente com o dente de alho. (pelo menos o meu amigo ficou contente com a descoberta)

Assim que o alho começar a fritar junte o arroz. Mexa, envolvendo o arroz no azeite, até que os bagos de arroz passem de translúcidos a brancos. (atenção, isto é muito rápido, não deixe queimar o arroz!).

Junte a água e o cubo de caldo de galinha. Tempere de sal. Mexa até o cubo dissolver.

Baixe o lume para o mínimo e deixe cozer por 15/20 minutos, dependendo do gosto de cada um, com o tacho tapado.

Como saber se está pronto? Fácil! Levante a tampa e veja se, na superfície do arroz, se veem uns "furinhos". Sim? Está pronto.

Retire do lume mas deixe repousar uns minutos com o tacho ainda tapado.

Esta receita funciona sempre. Mesmo quando se queira adicionar, à água de cozedura, ervilhas, cenouras ou outro legume qualquer.

O aroma do arroz também se pode modificar com facilidade. Quase no fim da cozedura acrescente um ramo de salsa ou outra erva fresca.


poupar o tempo de quem não o tem:

Prepare uma maior quantidade de arroz. Deixe-o arrefecer completamente.
Divida em doses individuais (ou não) dentro de saquinhos de congelação.
Use num daqueles dias em que não há tempo para nada ou não apetece fazer nada.
É só aquecer no microondas.
;)



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caril de frango com gengibre e iogurte grego

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origem
-
ingredientes
  • carne de frango sem osso e cortada em cubos (pode fazer com coxas ou sobrecoxas) 
  • 2 colh de sopa de óleo de girassol
  • 2 cebolas picadas grosseiramente
  • 4 dentes de alho esmagados 
  • 1 colh de gengibre fresco ralado (ou de gengibre em pó)
  • 1 colh de sopa de farinha de trigo 
  • 2 colh de sopa de caril 
  • 1 colh de sopa de açafrão 
  • 1 colh de sopa de cominhos em pó 
  • 1 colh de chá de pimenta em pó 
  • 200 gr de tomate picado 
  • 1 malagueta de piri piri
  • 400g de leite de coco 
  • 1 iogurte grego 
  • caldo de galinha q.b 
  • 1 Iogurte grego 
  • folhas de manjericão 
  • sal e pimenta preta, q.b.













Esta receita dá um pouco de trabalho a preparar mas compensa bem. 
Fica com um sabor forte e delicioso (que consegue conquistar os mais difìceis paladares ;).
O meu caril preferido, sem dúvida nenhuma.

Excelente para fazer com lulas ou almôndegas, por exemplo.

preparação

Aqueça, numa frigideira larga, 1 colher de sopa de óleo vegetal e acrescente os cubos de frango. Frite-os rapidamente até que dourem todos os lados. Retire do lume e deixe escorrer em papel absorvente de cozinha.

(Eu tenho o hábito de usar um tacho suficientemente largo para poder fritar bem o frango, em cubos, em tiras, em coxas ou o que fôr.)

Adicione o óleo restante na mesma frigideira e junte a cebola, alho e o gengibre, e cozinhe por alguns minutos até a cebola ficar amolecida e dourada. Adicione a farinha e as especiarias, mexendo, e cozinhe por mais alguns minutos.

Adicione o tomate, a malagueta e o leite de coco.

Volte a pôr os cubos de frango e mexa bem. Deixe ferver e depois reduza o lume e cozinhe por mais 20 minutos, mexendo ocasionalmente.

Se vir que é necessário e para que não fique um molho espesso demais, junte um pouco de caldo de galinha. (eu prefiro o molho bem consistente e nunca adicionei nada)

Por último, junte as folhas de manjericão.
Cozinhe por breves minutos e em seguida junte o iogurte e tempere com sal e pimenta preta a gosto.

Sirva com arroz branco.

Quando faço este caril com lulas prefiro servir com batata cozida.




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