• as cozinheiras

    A primeira lição é que não há palavra que possa ensinar o gosto do feijão ou o cheiro do coentro. É preciso provar, cheirar, só um pouquinho, e ficar ali, atento, para que o corpo escute a fala silenciosa do gosto e do cheiro. (Rubem Alves)

  • prove...

    Cozinheiro: bruxo, sedutor. "— Vamos, prove, veja como está bom..." Palavras que não transmitem saber, mas atentam para um sabor.

  • vontade de comer

    A lição dois é que o prazer do gosto e do cheiro não convivem com a barriga cheia.

  • saciedade

    Já os estômagos estufados põem fim ao prazer, pedem os digestivos, o sono e a obesidade.

  • alquimia

    (...) tenho um fascínio enorme pelas panelas, pelo fogo, pelos temperos e por toda a bruxaria que acontece nas cozinhas (...)

  • antecipação

    (...) o prazer que aparece no rosto curioso e sorridente de alguém que tira a tampa da panela, para ver o que está lá dentro.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

belouras

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nº pessoas
-
origem
portugal, minho
ingredientes
250g de farinha de milho
125g de farinha de trigo
125g de farinha de centeio
10g de fermento padeiro
70g de sangue de porco líquido
sal, pimenta e cominhos
1 folha de louro
1 folha de laranjeira
1 ramo de salsa
1 dente de alho
pingue (gordura que fica quando se cozem os rojões)
água de cozer carnes
















preparação

À base de farinhas (milho, trigo e centeio), sangue de porco e temperos fortes, fazem parte da gastronomia portuguesa da região do Minho e pode dizer-se que são uma espécie de pão ou bolacha.

Podem ser chamadas de bolachos, bicas, piloucos ou farinhatos.

Devem ser sempre cortadas em rodelas finas e fritas, para comer logo em seguida. São usadas como parte dos "Rojões à moda do Minho".

Apesar de já ser vulgar encontrá-las, pelo menos nas grandes superfícies, fica aqui a receita, quanto mais não seja para se saber exactamente como são preparadas.

Misture as farinhas e peneire.
Amasse-as com o fermento de padeiro, a pimenta, os cominhos, o sangue líquido e a água de cozer carnes, em quantidade suficiente para obter uma massa dura.

Deixe levedar em ambiente morno até rachar.
Com as mãos molhadas molde esta massa em cilindros pequenos.

Mergulhe as belouras em água a ferver temperada com sal, salsa, alho e as folhas de laranjeira e louro. Assim que as belouras vierem à superfície é sinal de que estão cozidas.

Retire e coloque-as num tabuleiro, abafadas entre dois panos.

Na altura de servir, corte em fatias finas e frite em pingue.

caixinha@ cozinha tradicional portuguesa, maria de lourdes modesto






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sábado, 25 de agosto de 2012

salada de couscous

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origem
áfrica
ingredientes
2 copos de couscous
2 tomates
1/2 pepino
1 cebola
1/2 pimento
1 lata pequena de milho
3 ovos cozidos
1 cenoura ralada
hortelã a gosto
vinagre balsâmico, pimenta, cominhos e caril q.b.
3 colh sobremesa de maionese (opcional)















preparação

Pique a cebola e o pimento e refogue em azeite.

Entretanto corte o pepino e o tomate em cubos.
Pique a hortelã, rale a cenoura, corte os ovos cozidos e reserve.

Quando a cebola e o pimento estiverem refogados, apague o lume e junte a quantidade de água equivalente ao cuscuz. (verifique na embalagem do couscous a proporção, pode ser 1:1 ou 1:2 de água).

Enquanto a água ferve junte uma pitada de cominhos e outra de caril.
Desligue o lume, junte o coucous e deixe levantar.

De seguida acrescente todos os ingredientes: a cenoura ralada, os ovos, o milho, o tomate e a hortelã.

Finalmente tempere com sal, um pouco de pimenta, 3 colheres de maionese e o vinagre balsâmico e envolva todos os ingredientes.

Se quiser uma salada fresca coloque no frigorífico 30 minutos antes de servir.



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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

milho frito

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origem
portugal, madeira
ingredientes
500g farinha de milho
2 1/2 litros de água
250g de couve cortada em caldo verde
2 colh sopa de manteiga, margarina ou banha
sal q.b.
óleo para fritar













preparação

Desfaça 250g de farinha de milho num pouco de água fria.

Lave muito bem a couve cortada em caldo verde e ponha-a a escorrer.

Leve os dois litros e meio de água ao lume, com a gordura e o sal. Assim que a água ferver junte o milho desfeito.

Quando retomar fervura junte a couve.

Quando a couve estiver quase cozida adicione a restante farinha de milho e deixe ferver até estar tudo bem cozido, mexendo sempre. Rectifique o tempero e mexa.

Retire do lume e verta em tabuleiros ou travessas.

Depois de estar completamente arrefecido (pode ficar de um dia para o outro), corte aos quadradinhos ou em pequenos rectângulos.

Frite em óleo bem quente até ficarem com uma crosta dourada.



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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

couscous ou cuscuz

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Couscous é o termo genérico que designa tanto o grão de trigo duro como o prato tradicional dos países do Maghreb (Marrocos, Argélia e Tunísia), à base de legumes, carnes e peixe. Consiste num preparado de sêmola de cereais, principalmente o trigo duro.

A Portugal acredita-se que chegou no reinado de D. Manuel I (1495-1521), sendo mencionado na obra de Gil Vicente.

A grafia francesa couscous, é a mais  frequentemente usada para todas as variações deste prato em livros de culinária europeus.

Tradicionalmente usado nas cozinhas da África do Norte e do Oriente Médio, o grão de couscous conquistou hoje as mesas do mundo graças ao seu aspecto único, à sua harmonia com os alimentos mais diversos e às suas qualidades nutritivas. É frequentemente utilizado como alternativa ao arroz e à massa, é muito versátil, simples de preparar e tem uma textura fofa e leve.

Basicamente basta ensopá-lo em água quente e, em 10 minutos, fica com um óptimo acompanhamento. Além do uso em pratos tradicionais pode ser utilizado como condimento ou ingrediente na preparação de massas, saladas, sanduíches e sopas.

Na Tunísia é considerado um dos ingredientes mais importantes da cozinha, sendo servido sempre no inicio de cada refeição a acompanhar pães e azeitonas.  

O couscous pode ser comido frio ou quente. 

Então como se prepara?

O couscous à venda já está pré-preparado, só falta mesmo hidratá-lo.

§ para cada copo de couscous
§ um copo de água fervida com sal e azeite
§ 2 colheres de sopa de manteiga
§ complementos desejados, como verduras ou amêndoas

Coloque o couscous cru numa tigela com o dobro do tamanho usado pelos grãos (eles vão crescer bastante quando colocar água). 
Adicione a manteiga e a água fervente em seguida. 
Mexa (com a ponta dos dedos) para incorporar a manteiga, tape com um pano e deixe descansar entre 10 a 15 minutos. 
Assim já está pronto para consumo.

Leia sempre o que diz o pacote do couscous que comprar. No caso deste, que eu costumo usar, a proporção é de 2 copos de água para 1 de couscous. Esta proporção pode variar conforme o produto.


Para personalizar a gosto, refogue numa frigideira os complementos que quiser e misture ao couscous cozido.

Sugestão: em vez de água com sal pode usar caldo de galinha ou de legumes, para um saborzinho adicional.


Super fácil, super rápido!
Bom apetite!

receitas:
salada de couscous
couscous do que houver


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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

arroz frito, arroz branco, arroz solto

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-
origem
-
ingredientes
  • azeite
  • alho
  • arroz
  • água
  • caldo de galinha
  • sal q.b.













preparação

Por cada pessoa a medida de arroz é igual a 1 chávena de café.

Dizem que a  medida de água é o dobro da medida de arroz, mas, para obter um arroz bem soltinho, use apenas uma vez e meia a medida do arroz.

Ponha o azeite a aquecer, num tacho, e junte-lhe um dente de alho, inteiro.

Um amigo meu perguntava-me, repetidamente, porque é que o "arroz de restaurante" tinha um sabor diferente... É só juntar uma folha de louro (bem limpa) ao azeite, juntamente com o dente de alho. (pelo menos o meu amigo ficou contente com a descoberta)

Assim que o alho começar a fritar junte o arroz. Mexa, envolvendo o arroz no azeite, até que os bagos de arroz passem de translúcidos a brancos. (atenção, isto é muito rápido, não deixe queimar o arroz!).

Junte a água e o cubo de caldo de galinha. Tempere de sal. Mexa até o cubo dissolver.

Baixe o lume para o mínimo e deixe cozer por 15/20 minutos, dependendo do gosto de cada um, com o tacho tapado.

Como saber se está pronto? Fácil! Levante a tampa e veja se, na superfície do arroz, se veem uns "furinhos". Sim? Está pronto.

Retire do lume mas deixe repousar uns minutos com o tacho ainda tapado.

Esta receita funciona sempre. Mesmo quando se queira adicionar, à água de cozedura, ervilhas, cenouras ou outro legume qualquer.

O aroma do arroz também se pode modificar com facilidade. Quase no fim da cozedura acrescente um ramo de salsa ou outra erva fresca.


poupar o tempo de quem não o tem:

Prepare uma maior quantidade de arroz. Deixe-o arrefecer completamente.
Divida em doses individuais (ou não) dentro de saquinhos de congelação.
Use num daqueles dias em que não há tempo para nada ou não apetece fazer nada.
É só aquecer no microondas.
;)



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terça-feira, 31 de julho de 2012

pãezinhos para o lanche

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origem
-
ingredientes
  • 1 chávena de leite 
  • 1 copo de água 
  • 2 colh de sopa de açúcar 
  • 2 colh de sopa de manteiga 
  • 1 1/2 colh de chá de sal 
  • 5 1/4 cháv de farinha
  • 2 1/4 colh de chá de fermento 
  • 1 gema de ovo 
  • 1 colh de sopa de água













preparação

Junte num tacho o leite, 1 1/2 chávena de água, o açúcar a manteiga e o sal. Leve ao lume (muito fraco), apenas até a manteiga derreter.

Numa tigela média misture 3 chávenas de farinha com o fermento.
Adicione aos poucos a mistura da panela que se levou ao lume, batendo muito bem.

Amasse tudo numa superfície enfarinhada até obter uma massa elástica e lisa, adicionando a farinha necessária. Coloque a massa dentro de uma taça grande, coberta, durante 1 hora.

Divida a massa em 12/16 porções, dependendo do tamanho que deseje para os pães e dê-lhes a forma de pequenas bolas.

Numa pequena tigela, bata a gema do ovo com uma colher de água e pincele os pães.
Leve ao forno a 200ºc , num tabuleiro polvilhado com farinha, durante 20-25 minutos.

Deixe arrefecer um pouco, barre com manteiga e coma.
Se no final não sobrar nenhum volte ao principio...!




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segunda-feira, 30 de julho de 2012

blinis

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origem
Rússia
ingredientes
2 ovos
1 pitada de sal
100 gr de farinha
5 gr de fermento (1 colher de café)
1 dl de leite













preparação

Misture os ingredientes todos, tape e coloque no frigorífico pelo menos 30 minutos.

Unte uma frigideira pequena, de preferência anti-aderente, leve ao lume e coloque uma colherada de massa. Quando começa a fazer bolhinhas, vire para cozer do outro lado. (Tal como se fazem os crepes.)

Os blini são um clássico da cozinha russa. O seu recheio, tal como nos crepes pode ser doce ou salgado. Acompanham muito bem com peixes fumados, natas azedas e ovas de salmão, truta ou lumpo, já que o caviar verdadeiro não é para todos os bolsos, mas podem ser servidos simplesmente com manteiga.

Esta é uma versão aligeirada e simples dos blini, já que a receita da massa original leva levedura, repousa, fermenta e só posteriormente se acrescenta o leite ou água sendo então cozinhados numa frigideira de ferro.



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