• as cozinheiras

    A primeira lição é que não há palavra que possa ensinar o gosto do feijão ou o cheiro do coentro. É preciso provar, cheirar, só um pouquinho, e ficar ali, atento, para que o corpo escute a fala silenciosa do gosto e do cheiro. (Rubem Alves)

  • prove...

    Cozinheiro: bruxo, sedutor. "— Vamos, prove, veja como está bom..." Palavras que não transmitem saber, mas atentam para um sabor.

  • vontade de comer

    A lição dois é que o prazer do gosto e do cheiro não convivem com a barriga cheia.

  • saciedade

    Já os estômagos estufados põem fim ao prazer, pedem os digestivos, o sono e a obesidade.

  • alquimia

    (...) tenho um fascínio enorme pelas panelas, pelo fogo, pelos temperos e por toda a bruxaria que acontece nas cozinhas (...)

  • antecipação

    (...) o prazer que aparece no rosto curioso e sorridente de alguém que tira a tampa da panela, para ver o que está lá dentro.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

manjericão :: erva aromática

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O manjericão, alfavaca ou basílico é uma planta aromática de origem indiana, cujo nome deriva do vocábulo grego basilikos que signica "real".

Existem diversas espécies de manjericão, sendo mais comum a de cor verde, ao passo que a parente de folhas avermelhadas é mais rara e aromática.

O aroma, semelhante a limão e jasmim, faz do basílico uma erva de eleição na cozinha do sul da Europa (em Portugal nem tanto...), condimentando saladas, recheios, molhos e sopas e aparecendo como ingrediente principal no pesto italiano e no pistou francês.

Dado que as características do manjericão se perdem na secagem, é sempre aconselhável utilizá-lo fresco, podendo tirar-se partido da aquisição da planta já envasada.


na  cozinha

Na culinária, o manjericão é usado no tempero de omeletes, ensopados de carne, peixes, frangos e saladas, bem como em doces e licores. 

Como tempero, recomenda-se não secar as folhas, porque perde o aroma. 
Uma das formas para armazenar, é picar as folhar e guardar num frasco com azeite. 
O manjericão deve ser adicionado aos alimentos no fim da preparação, pois o sabor perde-se com o calor.


propriedades terapêuticas

Na medicina popular, as folhas e flores são usadas para preparar chás que têm propriedades digestivas, tónicas, para problemas respiratórios, reumáticos, nos casos de cansaço, constipação e problemas gastro-intestinais. Ajuda nas disfunções do fígado e alivia dores de cabeça.

Em casos de stress, exaustão e sintomas relacionados (dor de cabeça, indigestão, tensão muscular, nevralgias etc.) ou de falta de memória e de concentração, o manjericão funciona como tónico. 

A acção da erva é tanto anti-séptica como desintoxicante, ajudando o organismo a restabelecer-se de todo tipo de infecções. 

O chá quente reduz a febre e o muco no peito e no nariz, aliviando os sintomas de gripes, constipações, congestão, tosse e dor de garganta. 

As propriedades relaxantes agem nos tractos digestivo e respiratório e podem diminuir as cólicas, a prisão de ventre e a náusea e atenuar afecções como a asma e a tosse seca.


infusão de manjericão

10 folhas de manjericão para 1 chávena de chá de água.

Coloque as folhas de manjericão numa chávena, adicione a água fervente e abafe por, aproximadamente, 10 minutos.
Coe e está pronto a beber.

Quem precisar de tratar qualquer dos sintomas acima descritos deve tomar 3 chávenas do chá de manjericão diariamente.


compressas de chá de manjericão

Prepare uma infusão como acima está descrito.

Use um algodão embebido no chá e aplique na forma de compressa morna. 
Fazer três ou quatro aplicações ao dia. Repetir o tratamento durante o tempo necessário para a cura.
Indicação: mamilos doridos ou gretados.


magia celta

O escalda-pés de manjericão é óptimo para acalmar quem está agressivo e com raiva.

Queime manjericão para exorcizar a negatividade da casa. 

Para efectuar uma verdadeira e total purificação e protecção de si próprio e da sua casa, salpique também um pouco de chá de manjericão em cada canto da casa.

Use também a infusão na água do banho.


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cebolinho :: erva aromática

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O cebolinho é originário da Europa do Norte e Ásia e prefere climas temperados e frios. Em tempos, crescia espontâneo em muitos lugares da Europa, América do Norte e Sibéria. Em Inglaterra, ainda se pode encontrar em estado selvagem perto do mar, onde se desenvolve nas arribas calcárias.

No final da Idade Média, começou a ser plantado em hortas e jardins, tornando-se popular no séc. XIX. Apesar de ser uma planta de aparência um pouco frágil, é na realidade bastante robusta e perene, de folhas longas, cílindricas e ocas atingindo cerca de 30 cm de altura, flores de cor rosa ou lilás de capítulos arredondados, pequeníssimos bolbos quase inexistentes.

Da família das liliáceas, tal como o alho e a cebola, o seu nome científico é Alium schoenoprasum. Apresenta o mesmo sabor característico da cebola, mas muito mais leve e delicado, indicado para quem aprecia o sabor da cebola mas que que tem problemas em digeri-la.

É uma planta mais utilizada como erva aromática do que medicinal. 


na cozinha

Não tem grande tradição na cozinha portuguesa, apesar de ser excepcional para adicionar a molhos, queijos, sopas quentes ou frias, saladas, omeletes, scones, entre outros.

Utilizam-se as folhas, finamente picadas e frescas - deve ser cortada com tesoura e não com faca

Não se deve cozinhar, pois perde rapidamente o seu delicado aroma. 
Deve apresentar-se viçoso e mole e de preferência colher pouco antes de utilizar. Quem não tem essa possibilidade pode sempre optar por congelar.

Finamente picado, pode juntar-se a queijos creme ou manteiga, paté de atum ou simplesmente a iogurte e hortelã para acompanhar pratos de peixe.

Combina bem com abacate e courgete, faz excelentes omeletes e é delicioso com salmão fumado, peixe grelhado, marisco, saladas frias de batatas com molho de queijo ou iogurte ou simplesmente adicionado ao molho vinagrete.

Pode ainda usá-lo para decorar os pratos de sopa ou travessas várias. As flores podem também ser utilizadas da mesma forma adicionando aos pratos um leve sabor picante e um toque colorido. 

O cebolinho combina bem com as várias outras ervas aromáticas, nomeadamente cerefólio, salsa, mangerona, mangericão, paprika, funcho, coentros, estragão e doce-cecília.

propriedades terapêuticas

Acelera a digestão, estimula o apetite, fortalece o estômago. Reduz a pressão arterial.

propriedades aromáticas

É um excelente repelente de insectos mas também benéfico para as cenouras porque melhora o seu crescimento e sabor.



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domingo, 26 de agosto de 2012

infusão de manjerona

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Ponha 1 ou 2 colheres de chá de manjerona seca numa chávena e deite por cima água a ferver.

Deixe repousar 15 minutos e filtre.

Beba 1 chávena, 3 vezes por dia.







Indicações :  
Uma infusão quente tomada no início do sarampo promove perspiração e provoca as erupções. 
Combate insónia, gripes, constipações, flatulência, cólicas menstruais.  
Dores de cabeça, tonturas, depressão, neurastenia e enjôos de viagem
Afecções gastro-intestinais: gastrite.


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técnicas para preparar plantas medicinais

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INFUSÃO

Derramar uma chávena de água a ferver sobre as plantas.
Abafar e deixar em repouso por 10 a 15 minutos, para folhas ou partes tenras.
As raízes devem ficar abafadas por uma hora.
Para um efeito terapêutico, tomar em média 3 chávenas por dia.






DECOCÇÃO OU COZEDURA

Coloque a quantidade necessária de água fria para cobrir as plantas e deixe a cozer em lume brando.
As raízes e talos devem ser cortados em pequenos pedaços e precisam de ferver durante 15 a 30 minutos.
As folhas ou partes mais tenras, precisam de 5 a 10 minutos.

Depois da decocção, deixe repousar o chá por alguns minutos, coando em seguida.
Tome em média 3 chávenas por dia.



COMPRESSAS
Humedecer um pano no chá quente, torcer para retirar o excesso, e aplicar sobre o local afetado.


CATAPLASMA OU EMPLASTRO

Use as ervas frescas, ao natural, aplicadas directamente sobre o local afectado
ou
Amasse ou triture as plantas até formar uma pasta.
Aplique directamente sobre o local afectado, ou entre panos finos.





GARGAREJO

Use a infusão ou a decocção coada, três vezes por dia: em jejum, pela manhã; de tarde e imediatamente antes de dormir.

INALAÇÃO

Enquanto fizer a decocção da planta aproxime, cuidadosamente, a cara sobre o vapor do cozimento.
Quando acabar a cozedura pode por a cara sobre o tacho, tapando a cabeça com uma toalha grossa, para melhor aproveitar os vapores.


MACERAÇÃO

Amasse a planta e coloque-a num copo com água, durante a noite.
No dia seguinte, coe e vá tomando o líquido, aos poucos.


TINTURAS

A tintura é a maneira mais simples de conservar os princípios activos da planta por muito tempo e é obtida por extracção dos princípios activos das ervas por meio de uma solução alcoólica (álcool de cereais, vodka); se é preparada com a planta medicinal seca utilizar 100gr; se é preparada com a planta medicinal fresca utilizar 200gr.

Use 700 ml de álcool de cereais (ou vodka pura de qualidade) + 300 ml de água destilada.
Quando for utilizada planta planta medicinal fresca, devem-se triturar num almofariz ou na picadora 123.
Misture a planta preparada com o álcool de cereais ou vodka e deixar a repousar no escuro, de 5 a 10 dias (dependendo da parte da planta que esta a ser usada) devendo a tintura ser agitada diariamente.
Ao fim do tempo estipulado coar, enfrascar, tapar e etiquetar.
Dose adulta: 1 colher de chá, diluída em meio copo de água, 3 vezes ao dia.


XAROPE

Prepare 500ml de infusão ou decocção.
Despeje numa panela, adicione 500 g de mel ou de açúcar não refinado e aqueça em lume brando, mexendo até que o mel ou açúcar se tenha dissolvido e a mistura pareça um xarope.
Despeje o xarope frio em frascos esterilizados e armazene em local escuro e seco.
Tome 1 colher de sopa 4 vezes por dia.






As propriedades das plantas medicinais podem ser:

ADSTRINGENTE – Contrai os tecidos, os capilares, reduz as secreções das mucosas.

AFRODISÍACO – Aumenta a potência sexual.

ANALGÉSICO – Suaviza a dor.

ANTI-DIARREICO – Combate a diarréia.

ANTIESPASMÓDICO – Age contra espasmos, convulsões e dores agudas.

ANTI-HELMÍNTICO – Elimina os vermes intestinais.

ANTI-INFLAMATÓRIO – Reduz as inflamações.

ANTIOFÍDICO – Combate o veneno das cobras.

ANTI-REUMÁTICO – Previne o reumatismo ou alivia seus sintomas.

ANTI-SÉPTICO – Age contra as infecções, destruindo os gérmens ou inibindo seu desenvolvimento.

AROMÁTICO - Tem aroma agradável, estimulante e tônico.

BALSÂMICO – Contém bálsamos que acalmam as mucosas respiratórias.

CARDIOTÓNICO – Regula e estimula as contracções cardíacas

CARMINATIVO – Auxilia a expulsar os gases do tubo digestivo.

COAGULANTE – Apressa a coagulação do sangue.

COLAGOGO – Estimula o fluxo da bílis para o intestino.

DEPURATIVO – Purifica o sangue.

DESOBSTRUENTE – Desobstrui as passagens naturais do corpo.

DIGESTIVO – Facilita a actividade do estômago, auxiliando na digestão.

DIURÉTICO – Aumenta o volume da urina, favorecendo a eliminação de toxinas.

EMENAGOGO – Facilita ou aumenta o fluxo menstrual.

EMÉTICO – Provoca vómitos, facilitando o esvaziamento do estômago.

EMOLIENTE – Exerce efeito calmante sobre a pele ou mucosas inflamadas.

ESTIMULANTE – Excita a actividade nervosa e vascular.

ESTOMÁQUICO – Estimula a actividade secretora do estômago.

EXPECTORANTE – Facilita a expulsão das secreções dos brônquios e da faringe.

FEBRÍFUGO – Combate a febre.

HEMOSTÁTICO – Controla as hemorragias.

HEPÁTICO – Estimula a secreção da bílis e as funções do estômago e do fígado.

HIPNÓTICO – Causa sono.

LAXATIVO – Facilita a evacuação das fezes, ou por aumentar o seu volume, ou por estímulo dos movimentos peristálticos do intestino.

NARCÓTICO – Provoca um sono pesado, quase sempre seguido de um entorpecimento da sensibilidade.

PEITORAL – Exerce uma a ção benéfica no aparelho respiratório.

PURGATIVO – Forte laxativo, podendo irritar a mucosa intestinal.

SEDATIVO – Acalma a actividade nervosa.

SONÍFERO – Causa sono.

SUDORÍFERO, ou sudorífico – Aumenta a transpiração.

TÓNICO – Diminui a fadiga, estimulando o organismo.

TRANQUILIZANTE – Acalma a actividade nervosa.


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manjerona :: ervas aromáticas

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A manjerona é natural do leste da bacia do Mediterrâneo, mas desde a antiguidade que é usada em toda a região mediterrânica.

É cultivada principalmente em Espanha e França, mas também na Alemanha. Quanto mais intenso for o Sol, melhor será o aroma.

Os seus óleos essenciais, terpene e tanina provocam o seu aroma e sabor.

Embora a manjerona e os orégãos parentes próximos, não ligam nada bem, pelo que não devem ser misturadas.


culinária


O sabor da manjerona é condimentado, ligeiramente acre e muito aromático.
O seu cheiro é muito intenso.


A manjerona é uma erva aromática cujo emprego nos produtos fumados é um clássico.
Também liga muito bem em sopas de feijão e de ervilhas, carne picada, molho de carne para misturar com massa e recheios.

É muito adequada para temperar saladas, pratos de vários legumes, pratos de vários legumes, pratos de queijo, pastéis e batatas assadas.

É também um antioxidante que naturalmente preserva comida.
Como ajuda à digestão, aconselha-se a adição da manjerona nos pratos gordos. 


mitologia

Os gregos da antiguidade plantaram a erva nas covas de seus ancestrais para garantir que eles tivessem um bom sono. 

Os romanos diziam que a deusa Vênus usou manjerona para curar as feridas de seu filho Eros e que a planta era inodora até que ela a tocasse. 

A manjerona é provavelmente o “hissopo”, citado na Bíblia, usada para limpeza pessoal e purificação de templos. A manjerona tem a reputação de aumentar a longevidade e era um antídoto para veneno de cobra.


medicina alternativa

Na Idade Média acreditava-se que quase todas as doenças, da asma à tuberculose, passando pelas dores no corpo, poderiam ser curadas com a manjerona. Hoje é usada para fortalecer o estômago.

Propriedades terapêuticas da manjerona: antioxidante; acalma os nervos, limpa as mucosas dos pulmões, alivia a dor, melhora a digestão, e diminui a pressão alta.

Em emplastros e cremes, a manjedoura acalma queimaduras, hematomas, e inflamação, bem como as dores osteo-articulares.

pomada ou creme - faça uma infusão de folhas de manjerona em óleo de girassol, ferva até evaporar o líquido e acrescente cêra de abelhas até ficar cremoso.

Paralisias; entorses e traumatismos;  
Afecções da pele: tumores, feridas inflamadas, contusões;  

toxicologia
É contra-indicada para diabéticos. 
Evitar o uso prolongado pelo seu conteúdo de arbutina, timol e hidroquinonas.

gestação e na amamentação
Contra-indicada na gestação, tem efeito sobre o útero. 
Mulheres a amamentar devem usá-la em pequenas quantidades, se necessário, preferencialmente como tempero aromático.

contra-indicações
Pessoas alérgicas aos oregãos e ao timol.

aromaterapia
Um bom sedativo, a manjerona relaxa articulações tensas e espasmos musculares, incluindo tiques, tosses excessivas, cólicas menstruais, e dores de cabeça (especialmente enxaquecas). 
Ela também diminui levemente a pressão sanguínea. 
Testes mostraram que é uma das fragrâncias mais eficientes para relaxar ondas cerebrais. Como resultado, é um excelente óleo de massagem relaxante, delicioso quando combinado com a suave lavanda. 
Adicione algumas gotas ao seu banho para combater o stress e a insónia. Como tem propriedades específicas que combatem vírus responsáveis por constipações, gripes ou laringite, adicione algumas gotas do óleo essencial ao banho, ou coloque duas ou três gotas numa tigela de água quente e inale a fumaça. 
Folhas de manjerona secas são óptimas para aromatizar roupas.
Alívio da congestão nasal da rinite e das constipações;
Algumas gotas do óleo das folhas na cavidade do dente acalmam a dor.


magia celta

Uma infusão de manjerona, hortelã e alecrim pode ser salpicada por toda a casa para proteção. Também funciona na proteção de objectos específicos.



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