• as cozinheiras

    A primeira lição é que não há palavra que possa ensinar o gosto do feijão ou o cheiro do coentro. É preciso provar, cheirar, só um pouquinho, e ficar ali, atento, para que o corpo escute a fala silenciosa do gosto e do cheiro. (Rubem Alves)

  • prove...

    Cozinheiro: bruxo, sedutor. "— Vamos, prove, veja como está bom..." Palavras que não transmitem saber, mas atentam para um sabor.

  • vontade de comer

    A lição dois é que o prazer do gosto e do cheiro não convivem com a barriga cheia.

  • saciedade

    Já os estômagos estufados põem fim ao prazer, pedem os digestivos, o sono e a obesidade.

  • alquimia

    (...) tenho um fascínio enorme pelas panelas, pelo fogo, pelos temperos e por toda a bruxaria que acontece nas cozinhas (...)

  • antecipação

    (...) o prazer que aparece no rosto curioso e sorridente de alguém que tira a tampa da panela, para ver o que está lá dentro.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

doce de leite :: o que é?

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Doce de Leite é, pura e simplesmente, leite condensado cozido.
Tem duas opções: ou compra já preparado no supermercado ou então prepara-o a partir do leite condensado normal.

Coloque na panela de pressão uma lata de leite condensado e cubra com água. 
Tape e leve ao lume.
Depois de apitar, conte:
10 minutos para doce de leite mole,
20 minutos para doce de leite médio (melhor para receitas)
40 minutos para doce de leite de corte.
Desligue o lume, espere que saia a pressão da panela antes de abrir e retire. 
NÃO ABRA A LATA ATÉ ESTAR COMPLETAMENTE FRIA, senão o doce espirra MESMO por causa da dilatação causada pelo calor e pode causar queimaduras sérias.

Para cozer numa panela normal, cubra na mesma a lata com água, e espere, no mínimo, 1 hora, depois de começar a ferver. Sinceramente penso que não compensa fazer isto já que o consumo de energia ultrapassa a diferença de preço para uma lata de leite condensado cozido.

A terceira opção é um pouco mais "dolorosa", é uma tarefa de amor...

Para 1 litro de leite gordo usam-se 500g de açúcar.

Leve ambos a ferver, num recipiente largo, mexendo sempre para evitar que verta.

Quando começar a ferver baixe o lume e vá mexendo até obter a cor e a consistência desejadas.

Todo o processo deve demorar, 15 minutos para ferver + uns 45 minutos até ao doce de leite cremoso.

Mexer sempre porquê? Até à fervura para que o açúcar esteja bem dissolvido e distribuído pelo leite.
Depois da fervura para obter uma textura delicada e cremosa.

Pode guardar o doce de leite, em frascos esterilizados, no frigorífico, para usar noutros doces, posteriormente. Porém é preciso cuidado - este doce tem tendência a "desaparecer" demasiado rapidamente...


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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

bolo de chocolate sempre bom

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origem
-
ingredientes
2 cháv farinha
2 cháv açúcar
1 cháv óleo
1 cháv chocolate em pó
1 cháv água a ferver
1 colh chá fermento
4 ovos
cobertura
85g chocolate em tablete
200g açúcar
50g manteiga
1 dl água
















preparação

Bata o açúcar com os ovos.

Junte a farinha com o chocolate e o fermento.

Junte os secos à gemada, alternadamente com o óleo.

No fim misture a água a ferver.

Leve ao forno em forma, sem buraco, untada com manteiga e polvilhada com farinha.

cobertura

Parta o chocolate em pedaços e leve a derreter, no microondas ou em banho-maria.

Ponha o açúcar em ponto de cabelo e vá juntando ao chocolate, pouco a pouco, assim como a manteiga.

Misture tudo muito bem e aplique rapidamente.

Deixe secar.


Pode usar qualquer outro tipo de cobertura ou, simplesmente, polvilhar o bolo com açúcar em pó. 
O bolo é húmido o suficiente para ser delicioso sem cobertura nenhuma.

Com o tempo irei publicando outros tipos de cobertura sob a etiqueta molhos e coberturas doces.

Truque: nos bolos de chocolate, para obter uma massa bem escura adicione à farinha uma colher de chá de bicarbonato de sódio.




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bolinho de caneca de banana e farinha integral

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1 (mas eu divido por duas...)
origem
-
ingredientes
1 banana pequena
1 ovo
2 colh de óleo
colh de água
2 colh de farinha de trigo integral
1 colh de açúcar integral de cana ou mascavado
1 colh rasa café de fermento em pó
1 colh rasa café canela
4 gotas de essência de baunilha















Estes bolinhos de caneca (há mais do que muitos) servem para um pequeno almoço, para satisfazer um desejo, para um lanchinho rápido.
São todos cozidos dentro de uma chávena ou caneca, dentro do microondas.
Fácil, rápido e sem muita louça para lavar... quase perfeitos.


preparação

Amasse a banana com o garfo, junte todos os ingredientes e por fim o fermento. Misture bem.

Divida em canecas que possam ir ao microondas, enchendo até meio.

Leve ao microondas em potência máxima por 2 minutos.

Atenção: O tempo pode variar conforme a marca e a potência do seu microondas. A primeira vez que preparar convém vigiar a cozedura, senão corre o risco de ficar com uma pedra dentro da caneca.




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tarte de limão e merengue

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-
origem
-
ingredientes
massa
1 pacote bolacha Maria
120g margarina
creme
1 lata de leite condensado
2 limões
4 gemas de ovo
merengue
4 claras
1 pitada de sal
4 colheres sopa açúcar em pó





















Esta é uma tarte sucesso! O recheio suave e aromático e o merengue fofo por cima emprestam uma sinfonia de sabor a cada pedacinho. Ainda me falta conhecer alguém que não goste.

preparação

massa
Pique a bolacha no 123 e misture com a margarina amolecida. À falta de picadora, põe-se a bolacha dentro de um saco plástico e bate-se com o rolo da massa.

Amasse muito bem até formar uma bola. Se necessário pode adicionar 1 ou 2 colheres de sopa de leite.

Coloque o preparado numa forma redonda de aro amovível e leve ao frigorífico durante cerca de 1 hora.

creme
Bata muito bem as gemas, adicione o leite condensado e bata novamente.

Finalmente, junte o sumo e a raspa dos dois limões continuando a bater.

Deite por cima da bolacha e leve novamente ao frigorífico.

merengue
Bata as claras em castelo com o sal e, a meio, adicione o açúcar.

Coloque por cima do creme com colheradas ou com o saco de pasteleiro e leve ao grill por cerca de 5 a 10 minutos, até dar cor ao merengue.

Guarde no frigorífico até servir.



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domingo, 2 de setembro de 2012

doce de côco

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4
origem
colômbia
ingredientes
50g de coco ralado
1 dl de leite de coco
150g de passas de uva (sultanas)
2 cl de sumo de lima
200g de açúcar
3 cravos da índia
folhas de hortelã q.b.
















preparação

Num tacho, misture o leite de coco e o coco ralado e junte o açúcar.

Leve a aquecer e junte os cravos da índia. Deixe chegar a uma fervura branda e cozinhe durante 5 minutos.

Retire do lume e deixe ficar morno.

Bata as gemas e junte ao preparado anterior, morno, mexendo sempre.

Leve novamente a lume brando, mexendo, durante 5 minutos.

Retire os cravos da índia e junte as passas e o sumo de lima.

Deixe arrefecer completamente.

Disponha o creme em taças individuais e leve ao congelador, pelo menos durante uma hora.

Quando quiser servir decore com folhas de hortelã.

Se quiser por um pouco de açúcar no centro e queimar, o doce fica perfeito.

caixinha @ chefe hélio loureiro




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sorvetes de fruta

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4
origem
-
ingredientes
500g de polpa ou sumo de fruta, a gosto
300g de açúcar
200g de água














preparação


Num tacho dissolva o açúcar com a água, sem levar ao lume.
Leve, a seguir, a levantar fervura, lentamente, mexendo sempre, até engrossar.

Deixe arrefecer e adicione então a polpa e/ou o sumo de fruta que escolheu.

Deite a preparação num recipiente de plástico, tapado com tampa ou película transparente, e meta no congelador.

Passadas mais ou menos duas horas, retire do congelador e mexa a preparação. Deixe no congelador até solidificar.

Esta é uma excelente forma de dar fruta às crianças durante o verão e elas adoram envolver-se neste processo de preparação. Para elas é sempre melhor preparar sorvetes com pauzinho, para os quais há alguns tipos de forma no mercado. Se não tiver, invente. Um copinho pequeno, como os copinhos de plástico para o café, fazem a festa.

Difícil é manter a criançada longe do congelador...


caixinha@ escola de cozinha, maria de lourdes monteiro




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sábado, 1 de setembro de 2012

brigadeiro de microondas

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origem
brasil
ingredientes
1 lata de leite condensado
2 colh sopa de chocolate em pó
1 colh sobremesa de margarina














preparação

Use um recipiente alto para ir ao microondas.

Misture todos os ingredientes.

Leve ao microondas durante 4 minutos.

Retire e mexa bem. (neste ponto a massa está perfeita para cobrir ou rechear bolos)

Leve ao microondas durante mais 1/2 minutos. Se a massa não estiver demasiado mole ponha no microondas mais uns segundos. Não se esqueça que estes tempos dependem do microondas usado.

Esfere até arrefecer bem. Estará no ponto quando encher uma colher e a massa não pingar.

Use água para molhar ligeiramente as mãos, pegue num pedacinho de massa e forme uma bolinha!

Num prato coloque a decoração que quer aplicar: granulado de chocolate, granulado colorido ou outro. Passe a bolinha de brigadeiro nesta decoração e coloque cada uma dentro de uma forminha de papel frisado.

Já está! Sucesso garantido.

Mais uma receita da especialista de microondas Evelin Duarte. (reparem no jornalista a dizer "vamos explicar enquanto o microondas vai aquecendo... lol)





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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

petit four de amêndoas

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origem
-
ingredientes
200g de farinha fina, peneirada
125g de açúcar
250g de manteiga ou margarina
4 gemas
3 punhados de amêndoas raladas
1 colh café de açúcar baunilhado
















preparação

Misture a farinha com o açúcar, a manteiga ou margarina, amolecida, e as amêndoas.

Junte o açúcar baunilhado e as gemas e amasse tudo delicadamente.

Estenda esta massa com o rolo numa superfície enfarinhada, até obter a espessura de uma moeda.
Corte com um pequeno cálice ou uma dimensão semelhante.

Para enriquecer, se quiser, polvilhe os docinhos com amêndoa ralada, às fatias ou em lascas.

Leve ao forno num tabuleiro untado, durante alguns minutos.

Para mais gulodice, polvilhe com açúcar em pó.

Se possível, sirva ainda quentes.

caixinha @ tesouro das cozinheiras, mirene



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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

geleia de marmelo

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-
origem
-
ingredientes
para 5 dl de sumo de marmelo
460g de açúcar


















preparação

Aproveite as cascas e pevides dos marmelos usados para fazer a marmelada
ou
coza uma porção de marmelos, cortados aos quartos, com casca e pevides.

A água deve ser apenas a suficiente para cobrir os frutos.

Quando os marmelos estiverem desfeitos coam-se - junto com a água - por um pano de linho, sem espremer. (À falta do pano de linho use um pano de cozinha.)

Meça o sumo obtido e calcule o açúcar necessário.

Leve o açúcar ao lume até atingir o ponto de rebuçado.

Junte o sumo ao açúcar e leve de novo ao lume até ficar o doce em ponto de pasta.

Verta a geleia em frascos ou copos - com cuidado e devagar, para não partirem.

Feche os frascos enquanto quentes e vire-os com a tampa para baixo.

Como preparar os frascos para compotas?



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marmelada

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-
origem
portugal
ingredientes
10 kg de marmelos
(pesados já descascados)
8 kg de açúcar














preparação

Lave os marmelos (para depois poder usar as cascas para geleia).

Corte os marmelos em quartos, descasque e retire as pevides. (Se quiser fazer geleia reserve as cascas e as pevides).

Leve os marmelos a cozer em água apenas suficiente para os cobrir.

Passe os marmelos por uma peneira ou passevite ou, simplesmente, reduza-os a puré com a varinha mágica.

Ponha este puré num tacho largo e junte o açúcar, mexendo sempre.

Leve então ao lume e, logo que ferva com força, deixa-se ficar mais meia hora, mexendo sempre.
Atenção: quando a marmelada começa a ferver forma bolhas e espirra. Se não mexer sempre arrisca-se a ficar com marmelada no tecto da cozinha (já me aconteceu) ou pior ainda a queimar-se.

Guarde a marmelada em tigelas - de porcelana, dizem-me os mais antigos, mas eu uso cerâmica, plástico ou mesmo formas de alumínio, depende da quantidade que faça.

Deixe a marmelada secar por um ou dois dias - ao sol, de preferência - e cubra com papel vegetal passado em aguardente. Quando quiser usar uma porção de marmelada "desenforme-a" sobre um prato.

Curiosidades:
Pode ser branca ou vermelha.

A marmelada é uma especialidade da doçaria regional portuguesa, sendo a mais famosa a branca, de Odivelas (próximo de Lisboa), fabricada no antigo mosteiro das Bernardas.

Em inglês, italiano e vários outros idiomas o doce indicado como "marmelade" ou "marmalade" difere de marmelada, pois faz-se de laranjas, limões ou outras frutas, sendo mais apropriado traduzir-se a marmelada por "Quince cheese", geleia feita do marmelo.
Em alemão, "Marmelade" é sinónimo de "doce de fruta", e pode fazer-se de qualquer fruta, como cenoura ou abóbora, por exemplo.

Ao longo da viagem de circum-navegação, enquanto os marinheiros sofriam e morriam à sua volta devido ao escorbuto, Fernão de Magalhães e vários outros oficiais mantinham-se misteriosamente saudáveis. Ninguém sabia porquê, mas havia uma razão relevante para terem escapado à terrível doença. Durante toda aquela provação, os oficiais serviam-se regularmente de um fornecimento de compota de marmelo que o capitão português fizera embarcar. O marmelo, um fruto do género da maçã, era na realidade um potente antiescorbuto, graças à sua quantidade de vitamina C.
in curiosidades da história

Pode ver aqui mais sobre a história da marmelada.



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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

quindão de microondas

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origem
brasil
ingredientes
10 gemas
2 ovos
2 cháv chá de coco ralado
65ml de água
1 colh sopa de margarina
400g de açúcar
essência de baunilha a gosto













preparação

Misture bem o açúcar com a margarina até ficar com consistência de areia.

Junte o coco, as gemas e os ovos (passados por uma peneira), a água e a baunilha.

Deixe descansar essa mistura por mais de 1 hora.

Despeje numa forma refractária de anel, untada com margarina e polvilhada com açúcar.

Leve ao micro-ondas por 7 a 9 minutos, na potência alta.

Espere que arrefeça para desenformar.

caixinha@ evelin duarte

Este doce brasileiro, quindão se for de tamanho familiar, quindim se for pequeno, é muito semelhante às nossas Brisas do Liz, com a diferença de ter coco em vez de amêndoa.



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terça-feira, 21 de agosto de 2012

brisas do liz

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-
origem
portugal, leiria
ingredientes
1 dl de água
100 g de farinha de amêndoa ou miolo
250 g de açúcar em pó
3 claras
6 gemas













preparação

Se não comprar a farinha de amêndoa e tiver as amêndoas inteiras com pele, escalde as amêndoas, pele-as e reduza-as a farinha.

Leve o açúcar ao lume, misturado com a água, deixando ferver brandamente (3 minutos exactos).

Retire do lume, adicione a amêndoa e deixe arrefecer.

Junte as gemas e as claras, previamente mexidas, e envolva tudo até os ingredientes estarem bem ligados. Não bata, é só envolver os ingredientes.

Unte formas pequenas com margarina e polvilhe-as com açúcar.
Encha-as com o preparado anterior, mas não completamente (deverá deixar cerca de 1 cm entre o preparado e o bordo da forma para que, quando se inicie a cozedura, a massa não transborde).

Em pequena lembro-me de ver estes doces com meia cerejinha envolvida na massa... Era essa cerejinha que eu guardava para o fim da gulodice. Portanto, se quiser, coloque meia ou até um quarto de cerejinha em calda no fundo de cada forminha.

Coloque as formas num tabuleiro e cubra o fundo do tabuleiro com água. Isto é importante porque se forem a cozer sem ser em banho-maria as Brisas vão ficar baças.

Leve a cozer em forno bastante quente até o preparado estar bem solidificado (20 a 25 minutos aprox.), o que se verifica fazendo pressão com os dedos, os doces devem estar firmes ao toque e não líquidos.

Retire do forno, deixe arrefecer até ficarem mornas, descole dos lados e desenforme.
Se nesta altura ainda estiverem líquidas, volte a por no forno por mais 5 minutos.

Coloque as brisas dentro de forminhas de papel frisado e sirva.



Autênticas embaixadoras da gastronomia da cidade e da região de Leiria, as brisas do Liz estão associadas ao antigo convento de Santana, hoje demolido, onde as religiosas se dedicavam ao seu fabrico.

O segredo da receita deste doce conventual foi passado por uma freira a uma senhora muito devota e sua amiga, proprietária do café Colonial. Este café ainda hoje existe, sendo o mais antigo e conhecido da cidade.

O fabrico das deliciosas brisas do Liz foi-se espalhando pelas pastelarias de Leiria e são hoje muito procuradas não só por quem a visita mas também pelos seus habitantes.




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terça-feira, 14 de agosto de 2012

arroz doce com laranja e amêndoa

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8
origem
-
ingredientes
100g arroz carolino
água
½ c. de café sal
1L leite meio gordo
1 laranja
3 gemas
80g açúcar
50g amêndoa finamente ralada













preparação

Leve o arroz ao lume num tacho com água e uma pitada de sal. A água deve ficar 1 dedo acima do arroz.

Tape e deixe ferver até o arroz ter absorvido toda a água.
Ao mesmo tempo leve a ferver o leite com uma tira de casca de laranja.

Vá adicionando o leite a pouco e pouco ao arroz, mexendo sempre.

Bata as gemas com o açúcar até obter um creme branco, junte a amêndoa ralada e misture bem. Junte um pouco do arroz ao preparado e junte tudo ao restante arroz.
Leve de novo ao lume e deixe ferver durante 1 a 2 minutos mexendo sempre.

Divida o arroz por taças individuais e deixe arrefecer.
Retire a parte branca da casca da laranja, corte-a em rodelas e reserve para guarnição.


caixinha @ pingo doce






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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

glace simples

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origem
-
ingredientes
100g de açúcar em pó
15ml (1 colh sopa) de água fervente q.b.

opcionais:
extracto ou licor à escolha para perfumar
corante alimentar para colorir



















preparação

Deita-se o açúcar em pó numa tigela com a água fervente suficiente para formar um creme grosso.

(A quantidade indicada dá para barrar um bolo de 18cm de diâmetro)

Se ficar muito líquido é só acrescentar mais açúcar em pó.

Bate-se bem com varas ou um garfo.

Estende-se sobre o bolo, alisando com uma espátula.

Leva-se à boca do forno para ficar brilhante.

Sugestões para perfumar:
raspa de limão; para o sabor ficar mais forte substitui-se metade da água por sumo de limão
raspa de laranja; para o sabor ficar mais forte substitui-se metade da água por sumo de laranja
café
groselha ou outro xarope de fruta
chocolate - adicione 1 colh sopa de chocolate em pó ao açúcar
baunilha, menta ou outro extracto

Para colorir use qualquer corante alimentar ao seu gosto.

A partir daí use a sua imaginação e use o glace em muitas situações: para bolos, queques ou cupcakes, bolachinhas ou petit fours, tal como os do VeganYumYum.







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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

brigadeiros

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origem
Brasil
ingredientes
2 latas de leite condensado
1 lata de leite
3 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de cacau
(eu prefiro pôr 2)
ou 5 colh sopa de chocolate em pó
chocolate granulado para envolver


















preparação

Misture todos os ingredientes e leve a lume brando, mexendo sempre, até que comece a querer despegar-se das paredes do tacho.

Deite a mistura sobre um prato untado e deixe arrefecer.
(depois de arrefecer eu ainda ponho um bom bocado no frigorífico)

Forme bolinhas com as mãos untadas e passe-as por chocolate granulado.

Sirva os brigadeiros em forminhas de papel.

Esta é uma receita base e pode ter imensas variações tanto
nos ingredientes ~ chocolate branco, licor de amêndoa, côco, raspa de laranja, hortelã pimenta, gengibre, piri-piri;
como no exterior ~ amêndoa granulada, corn flakes partidinhos, pistachios moídos, côco, açúcar, açúcar colorido, granulado colorido e qualquer outra decoração comestível de que se lembre.

Abaixo vê os brigadeiros servidos num copinho de shot, o que é sempre uma solução se a massa não endurecer o suficiente ou simplesmente porque podem ser um bocadinho maiores e mais bonitos.


Veja que bonitos ficam, com a mesma receita base e coberturas diferentes!





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bolachinhas de manteiga

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-
origem
-
ingredientes
500g de farinha sem fermento
200g de açúcar
200g de manteiga
(o sal faz toda a diferença, é o que dá o saborzinho especial a estas bolachinhas)
2 ovos













preparação

Com a batedeira, misture bem o açúcar com a margarina.
(pode bater à mão mas é super cansativo)

Adicione os ovos 1 a 1, continuando a bater, até obter um creme fofo.

Junte a farinha de uma só vez.

Estenda a massa com o rolo de cozinha, sobre uma superfície enfarinhada, até ficar +/- com meio cm de espessura. Corte com as formas que quiser. À falta de forminhas use uma chávena ou um copo.

Leve a cozer, num tabuleiro polvilhado de farinha, em forno pré-aquecido, cerca de 10/15 min.

Polvilhe com açúcar enquanto quentes, se quiser uma gulodice extra. Eu dispenso este passo.






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bolo de arroz

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-
origem
Portugal
ingredientes
125 g de açúcar + o necessário para polvilhar
70 g de margarina
3 ovos
150 g de farinha de arroz
50 g de farinha de trigo
1 colher de sobremesa de fermento em pó














preparação

Ligue o forno e regule-o para os 180º C.

Corte 8 tiras de papel vegetal encerado com 30 x 5 cm. Dobre as tiras ao meio, enrole e agrafe as pontas de modo a obter uns cilindros com 5 cm de altura.

Bata o açúcar com a margarina até obter um creme liso e esbranquiçado. Junte os ovos, um a um batendo sempre. Junte a farinha de arroz, a farinha de trigo, o fermento e mexa muito bem.

Forre um tabuleiro de forno com papel vegetal encerado, por cima coloque os cilindros de papel.

Distribua a massa pelo interior dos cilindros de papel com a ajuda de uma colher e leve a cozer no forno durante cerca de 30 minutos.

Cerca de 10 minutos antes de terminar a cozedura polvilhe os bolos com açúcar.




cintas para bolo de arroz


As lojas de artigos para festa e pastelaria multiplicam-se e são cada vez mais fáceis de encontrar.

Se não encontrar nenhuma loja física por perto saiba que existem algumas lojas online para encontrar todo o tipo de acessórios e utensílios para pastelaria e culinária.

As cintas para bolo de arroz encontrei na Enfeitarte, onde também encontra formas de papel para queques ou o vulgar papel almaço.








Este papel siliconizado encontrei também na loja Cenários Gulosos.

À falta de melhor forme cones de papel vegetal ou papel almaço - o mesmo que se usa no pão de ló - para forrar formas de queques.

Se o apetite pelos bolinhos for inadiável e não houver papel nenhum, não deixe de os fazer... formas de papel frisado, formas para queques, o que tiver à mão.



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terça-feira, 7 de agosto de 2012

pontos de açúcar

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A  calda de açúcar é muito importante em pastelaria, não só como base mas também como elemento de ligação, sendo determinante para o sucesso de um bolo ou doce.

Normalmente a calda prepara-se dissolvendo duas partes de açúcar numa parte de água. Embora possa ser usado qualquer tipo de açúcar, o melhor é o branco refinado, uma vez que é o mais puro e, portanto, corre menos riscos de cristalização.

Aos diferentes estados que a calda de açúcar toma pela acção da fervura dá-se o nome de pontos de açúcar. 

Para os determinar, podem ser usados os seguintes métodos:

Pesa-xaropes
A classificação feita em graus de Baumé (Be), determinando a densidade de sais de uma solução;

Termómetro
Processo que determina a temperatura através de aparelhos que podem ser analógicos, digitais ou de infravermelhos. Normalmente, o termómetro é resistente a temperaturas até 150º C. No entanto, o uso um termómetro graduado até 200º C ou um de infravermelhos até 350º C, é mais rápido, prático e preciso.

Observação
Processo baseado no aspecto físico da calda, avaliando a sua consistência.



ponto de açúcar
imagem
pesa
xaropes
termómetro
observação
ponto de pasta
ou calda fraca
24
101
Ao mergulhar uma colher na calda, 
esta adere e forma uma crosta 
quando a colher é retirada
ponto de fio
28
103
Colocando-se uma gota da calda 
ligeiramente arrefecida 
no polegar e outra no indicador, 
ao juntar e afastar os dedos, 
a calda forma fio
ponto de cabelo
30
106
Pondo uma gota de calda 
entre o polegar e indicador, 
ao afastarem-se os dedos, 
a calda corre em fios finos e resistentes
ponto de pérola
33
108
Forma-se uma bola 
na extremidade do fio 
que escorre da colher
ponto de estrada
35
110
A colher, ao passar na calda, 
deixa uma abertura que permite 
ver o fundo do tacho
ponto soprado
fraco
37
112
Soprando nos furos de uma escumadeira 
que passou na calda, 
formam-se bolhas 
que rebentam rapidamente.
ponto soprado
forte
38
115
Soprando nos furos de uma escumadeira 
que passou na calda, 
formam-se bolhas maiores 
que demoram a rebentar.
ponto de espadana
40
117
A calda escorre em fitas largas, 
com o aspecto de lâmina.
ponto de rebuçado

125
Deitando um pouco de calda em água fria, 
forma-se imediatamente 
uma bola consistente 
que, quando lançada sobre um prato, 
faz o barulho de vidro.
ponto areia

134
A calda começa a secar 
e, nas bordas do tacho, 
aparece areada.
ponto caramelo

140
O açúcar e a água, 
derretidos em lume médio, 
formam uma calda dourada 
e um cheiro característico de caramelo, 
que se vão acentuando com a fervura.





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