• as cozinheiras

    A primeira lição é que não há palavra que possa ensinar o gosto do feijão ou o cheiro do coentro. É preciso provar, cheirar, só um pouquinho, e ficar ali, atento, para que o corpo escute a fala silenciosa do gosto e do cheiro. (Rubem Alves)

  • prove...

    Cozinheiro: bruxo, sedutor. "— Vamos, prove, veja como está bom..." Palavras que não transmitem saber, mas atentam para um sabor.

  • vontade de comer

    A lição dois é que o prazer do gosto e do cheiro não convivem com a barriga cheia.

  • saciedade

    Já os estômagos estufados põem fim ao prazer, pedem os digestivos, o sono e a obesidade.

  • alquimia

    (...) tenho um fascínio enorme pelas panelas, pelo fogo, pelos temperos e por toda a bruxaria que acontece nas cozinhas (...)

  • antecipação

    (...) o prazer que aparece no rosto curioso e sorridente de alguém que tira a tampa da panela, para ver o que está lá dentro.

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sábado, 1 de setembro de 2012

pequeno "dicionário" brasileiro/português para culinária

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Quantas vezes me aconteceu achar interessante uma receita publicada num qualquer blog ou site brasileiros e não ter bem a certeza do que seria um determinado ingrediente? O mesmo acontecerá aos internautas brasileiros, tenho a certeza.

Com algum tempo, pesquisa e paciência lá consegui construir uma pequena tabela de equivalências de termos usados nas duas cozinhas.

Se alguém cá vier ter espero que lhe encontre tanta utilidade como eu... Se houver alguma correcção ou acrescento... agradeço.



BRASILEIRO PORTUGUÊS
a gosto
q.b., quanto baste
abadejo
badejo
aboborinha italiana courgete
acabamento decoração
açougue
talho
açucar de confeiteiro açúcar em pó, icing sugar
   açucar de cor acastanhada, não refinado açúcar amarelo
alho poró
alho francês
apertar
aconchegar
arraia
raia
aspargos
espargos
assar
cozinhar
azeite de dendê
óleo de palma
bacalhau dessalgado
bacalhau demolhado
bacalhau migado
bacalhau desfiado
barbante
fio de cozinha
biscoito champagne
palitos de la reine
bisteca
costeleta
bola
pãozinho rústico
brócolis
brócolos
broto de feijão
rebento de soja
broto, rebento
grelo
café da manhã
pequeno almoço
camarão grande
gamba
carne moída
carne picada
carré de suíno
costeleta de porco
catchup
ketchup
cebolinha verde
cebolinho
champignons
cogumelos
cheiro verde
coentros frescos
ciboulette
cebolinho
claras em neve claras em castelo
coalhada
requeijão
codorna codorniz
cordeiro, carneiro
borrego
costela, costelinha
entrecosto
cozinhar com a panela tampada
estufar
creme de leite
natas
crocante
estaladiço
crosta
côdea (do pão)
curcuma, açafrão da terra
açafrão das índias
curry
caril
defumado
fumado
dill
funcho, aneto, endro, aniz, erva-doce
empanar
panar
escumadeira
espumadeira
esfriar
arrefecer
espaguete
esparguete
esquentar
aquecer
farinha de rosca
pão ralado
feijão fradinho
feijão frade
feijão vagem
feijão verde
fermento biológico fresco
fermento de padeiro
filé
bife ou escalope
filé mignon
lombinho de novilho ou vitela
filme transparente
película aderente
fogo
lume
fubá
farinha de milho fina
geladeira
frigorífico
gergelim
sésamo
lavanda
alfazema
leite desnatado
leite magro
leite integral
leite gordo
leite semi desnatado
leite meio gordo
leiteira
fervedor
lingüiça calabresa
salsicha fresca
lingüiça defumada
salpicão
lingüiça portuguesa
chouriço
lombo defumado
paio
macarrão
massa
maço
ramo de cheiros
melissa, capim-cidreira
erva cidreira
merluza
pescada
mixer
varinha mágica
molho de pimenta
molho picante
muffin
queque
mussarela
mozarella
nhoque
gnocchi
orégano
oregãos
orgânico
biológico
paleta de porco
pá de porco
panela
tacho ou panela
panqueca
crepe
pão amanhecido pão de véspera
pão sírio
pão pita
papel manteiga
papel vegetal
páprica
colorau, pimentão doce
passapurê
passe-vite
pastel bolinho
pernil
perna - de porco, borrego...
pilão
almofariz
pimenta dedo de moça
malagueta
pimenta do reino
pimenta preta
pimenta malagueta
piri-piri
pimentão
pimento
pinga
aguardente
pinoles
pinhões
pote boião, frasco
presunto
fiambre
presunto de parma ou defumado
presunto
processador de alimentos
picadora
queijo prato
queijo flamengo
requeijão cremoso
queijo creme
rissoles
rissóis
rocambole
torta (enrolada)
salsão
aipo
salsinha
salsa
sálvia
salva
sanduíche
sande, sanduíche
saquê vinho de arroz
shoyu
molho de soja
socar
esmagar
sorvete
gelado
suco
sumo
suíno
porco
tablete de caldo
cubo de caldo
torta
tarte
torta, escondidinho
empadão
tortinha
tartelete
trigo para quibe
trigo bulgur
uva passa branca
sultanas
vidro
frasco
xícara
chávena



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açúcar baunilhado :: como se faz

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ingredientes
1 kg de açúcar branco
2 vagens de baunilha







A baunilha é um produto de aroma irresistível que enriquece muitas preparações de alimentos e bebidas de tal forma que podemos mesmo considerá-la indispensável.

O que ela é, também, é   c a r í s s i m a!

Não sei se já repararam mas 2 vagens de baunilha custam +- 3,50€ e pesam 2 gramas. Ora fazendo contas isto dá a módica quantia de 1160,00€ por kilo.
Sim! 1160,00€/kg.

O extracto de baunilha custa, aproximadamente, 100€/litro e o açúcar baunilhado custa à volta de 16,00/kg, o que acho um perfeito disparate.

Daí prepará-lo em casa, de forma mais natural e muito, muito mais barata.

A baunilha é usada nos bolos, doces, recheios, cremes... e indispensável numas belas bolachinhas. O açúcar baunilhado é uma opção à essência; mais suave, mais natural, mais rico em aroma.

preparação

Com um simples frasco hermético, açúcar branco e 2 vagens consegue a solução para ter sempre em casa o tal açúcar baunilhado.

Pode conseguir isto de 2 formas:

1. Coloque as vagens no frasco e cubra com o açúcar. De vez em quando agite o frasco para aromatizar todo o açúcar. Confesso, tenho sempre um frasco de açúcar assim e este açúcar é usado para tudo, inclusivé para adoçar café.... hummmm

2.  Abra ao meio (sentido longitudinal) uma das vagens de baunilha. Raspe as semente e coloque-as num almofariz com um pouco de açúcar. Moa. Coloque no frasco em conjunto com a vagem aberta e a fechada, bem como o resto do açúcar.

É importante que as sementes sejam moídas com um pouco de açúcar para que sequem e se separem, pois no interior da vagem estão um pouco húmidas. Se forem colocadas logo no frasco acabam por se colar umas às outras.

Preparando desta forma o aroma fica mais forte e o açúcar fica melhor para usar na preparação de doces.

Pode fazer exactamente o mesmo ao açúcar em pó (icing sugar) que assim fica delicioso para polvilhar bolos, bolachinhas ou frutas.

não deixe de ver como se prepara o aroma de baunilha


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extracto de baunilha :: como se faz

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ingredientes
4 vagens de baunilha
500ml vodka







A baunilha é um produto de aroma irresistível que enriquece muitas preparações de alimentos e bebidas de tal forma que podemos mesmo considerá-la indispensável.

O que ela é, também, é   c a r í s s i m a!

Não sei se já repararam mas 2 vagens de baunilha custam +- 3,50€ e pesam 2 gramas. Ora fazendo contas isto dá a módica quantia de 1160,00€ por kilo.
Sim! 1160,00€/kg.

Da mesma forma 20ml de extracto de baunilha custam aproximadamente 2,00€ o que dará uns 100€ por litro.

O açúcar baunilhado custa à volta de 16,00/kg.

Daí talvez se compreenda que eu não goste de comprar baunilha a torto e a direito.

Prefiro comprar vagens de baunilha e "explorá-las" ao máximo.

Com elas preparo o meu açúcar baunilhado e também um extracto/aroma de baunilha que sei exactamente o que contém e faço render até ao disparate.

O que eu preparo é um extracto alcoólico de baunilha.

Posso usá-lo em todas as receitas onde o álcool não seja inconveniente ou em massas que vão ao forno, pois o álcool evapora. Em cremes e doces que apenas vão ao frigorífico tenho o cuidado que não sejam consumidos por crianças.

O princípio é simples, é uma infusão de vagens de baunilha em álcool. A proporção ideal é de 2 vagens para meio litro de álcool. O aroma e sabor passam por difusão do interior da aromática vagem para o meio alcoólico. Já agora, para preparar um licor basta acrescentar açúcar.

Pode ser usada qualquer bebida alcoólica com aproximadamente 40º: aguardente, brandy, whisky ou vodka. Como é de previligiar uma bebida que tenha sabor neutro e que não tenha álcool excessivo, para não desvirtuar o prato com que é aromatizado a vodka é ideal.

preparação

Coloque dentro de um frasco alto, estreito e esterilizado o vodka e as vagens de baunilha.

Eu preferi usar uma garrafa de vodka (750ml) e 6 vagens de baunilha. A vodka não precisa (mesmo) de ser da melhor qualidade.

Rolhe e deixe em infusão, num local sem luz, até adquirir um tom escuro. De início já apresenta uma cor dourada palha, mas com o tempo a infusão escurecerá adquirindo um dourado escuro a castanho claro.

Quando tiver gasto meia garrafa, perfaça com vodka. Depois é só ir acrescentando vagens de baunilha e vodka para manter. Se arranjar uma garrafa de vodka de 500ml faça a infusão dentro da própria garrafa.

Eu faço ainda mais - quando preciso de usar vagens de baunilha inteiras, depois de as usar lavo-as muito bem, seco-as ainda melhor e... acrescento-as à garrafa. Ou, pelo menos, as sementezinhas que estão dentro da vagem e onde se esconde o aroma maior.



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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

belouras

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nº pessoas
-
origem
portugal, minho
ingredientes
250g de farinha de milho
125g de farinha de trigo
125g de farinha de centeio
10g de fermento padeiro
70g de sangue de porco líquido
sal, pimenta e cominhos
1 folha de louro
1 folha de laranjeira
1 ramo de salsa
1 dente de alho
pingue (gordura que fica quando se cozem os rojões)
água de cozer carnes
















preparação

À base de farinhas (milho, trigo e centeio), sangue de porco e temperos fortes, fazem parte da gastronomia portuguesa da região do Minho e pode dizer-se que são uma espécie de pão ou bolacha.

Podem ser chamadas de bolachos, bicas, piloucos ou farinhatos.

Devem ser sempre cortadas em rodelas finas e fritas, para comer logo em seguida. São usadas como parte dos "Rojões à moda do Minho".

Apesar de já ser vulgar encontrá-las, pelo menos nas grandes superfícies, fica aqui a receita, quanto mais não seja para se saber exactamente como são preparadas.

Misture as farinhas e peneire.
Amasse-as com o fermento de padeiro, a pimenta, os cominhos, o sangue líquido e a água de cozer carnes, em quantidade suficiente para obter uma massa dura.

Deixe levedar em ambiente morno até rachar.
Com as mãos molhadas molde esta massa em cilindros pequenos.

Mergulhe as belouras em água a ferver temperada com sal, salsa, alho e as folhas de laranjeira e louro. Assim que as belouras vierem à superfície é sinal de que estão cozidas.

Retire e coloque-as num tabuleiro, abafadas entre dois panos.

Na altura de servir, corte em fatias finas e frite em pingue.

caixinha@ cozinha tradicional portuguesa, maria de lourdes modesto






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domingo, 26 de agosto de 2012

infusão :: o que é?

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Uma infusão é uma bebida que é feita, em geral, pela imersão de uma substância aromática em água quente ou a ferver.
Algumas das bebidas mais comuns e de mais vasta distribuição no planeta são infusões:
café
chá
tisana
chá mate (em brasileiro chimarrão)


A tisana é um tipo de infusão que consiste em adicionar água a ferver a ervas medicinais, por um período de 5 a 6 minutos. Após esse tempo deixa-se descansar, tapado por cerca de 15 minutos. A tisana está pronta a ser consumida, após ser coada e colocada numa chávena.
A expressão "chá de ervas" é frequentemente utilizada para designar todas as infusões feitas a partir de diferentes partes de plantas (não necessariamente ervas - casca, folhas, flores, frutos, etc.).

Os exemplos mais comuns são: chá de camomila, chá de erva-cidreira, chá de tília, chá de menta, chá de limão, chá de flor de laranjeira, etc.
No entanto, essas infusões são tisanas e não rigorosamente chás, uma vez que o termo chá designa única e exclusivamente a bebida preparada através da infusão de folhas, flores ou raízes da planta Camellia sinensis.

As tisanas não devem ser adoçadas com açúcar branco mas sim com um pouco de mel.
Em geral as infusões de ervas podem ser consumidas até 24 horas depois de serem preparadas, mas o ideal é bebê-las ainda mornas, acabadas de fazer.
Seguindo estas recomendações estará a conservar melhor todas as propriedades medicinais da planta que pretende consumir, sem perder nenhuma propriedade.

máquina de vácuo para fazer café



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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

chalota :: o que é

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Adocicadas e ao mesmo tempo picantes no ponto certo, mas sem ter aquele sabor forte da cebola quando está nova e crua.

Em princípio será qualquer coisa entre cebola e alho...

Existem diversas variedades de chalotas. 
A mais tradicional, e de gosto mais pronunciado, é a échalote grise (chalota cinza), que alguns autores consideram uma espécie diferente, a allium oschaninii, que teria sua origem na Asia Central. 

Outra variedade é a échalote rose (chalota rosa) mais arrendondada, também chamada chalota de Jersey, supostamente por ser cultivada na ilha de Jersey entre a Inglaterra e a França. 

Na verdade essas chalotas vêm da Finlândia, apesar de serem chamadas por alguns de chalotas russas. 

Entre as chalotas mais alongadas existem a longa, da Bretanha, de cor amarelo-alaranjado, e a meio longa, também da Bretanha, de cor avermelhada. 

Isto sem falar de diversas variedades híbridas resistentes à doenças que foram desenvolvidas mais recentemente. Uma das variedades alongadas, um pouco maior, é chamada de “cuisse de poulet,” supostamente por parecer uma coxinha de frango.



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o que é :: à provençal

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"À Provençal" é um termo que se usa para identificar um prato preparado ao estilo da Provença, uma região no sudeste de França. Banhada pelo mar Mediterrâneo, esta região do sul da França é a principal produtora de azeites do país e suas réstias de alho decoram até as paredes das casas.

Logo, alho e azeite são ingredientes indispensáveis.

Tomates, cebolas, azeitonas, cogumelos, anchovas e beterraba também podem fazer parte.

É comum encontrar receitas à provençal com ou sem cebola, com ou sem tomate, com ou sem vinho branco. Em relação às ervas aromáticas, então, a diversidade é imensa ~ há os que usam sálvia, erva-doce, alecrim e tomilho secos (as típicas da Provença) e aqueles que não dispensam folhas frescas de salsa e cebolinha.  

A própria Larousse Gastronomique, obra de referência da cozinha francesa, aponta para essas permitidas variações. A única ressalva é que o produto incluído tenha alguma ligação com a tal região francesa e, assim, não descaracterize a sua peculiar simplicidade e irresistível frescura. “O que podemos estabelecer como regra é o uso indispensável de azeite e alho. Sem eles não há receita à provençal.”

Neste mundo de possibilidades à la provençale, é preciso ainda fazer uma distinção: para receitas frescas e de elaboração ligeira, como a de camarões, lulas e mexilhões, convém insistir na composição purista de alho, azeite e duas ou três ervas. Nos pratos mais demorados, mais apurados, já fica bem acrescentar tomate, cebola, vinho, pimentão, alcachofras ou espargos.
campo de alfazema e as omnipresentes oliveiras


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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

vinho dos mortos :: o que é?

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Há uns anos atrás as minhas incursões por terras de Barroso eram frequentes e ávidas de conhecer mais.

A conquista dos habitantes da zona, transmontanos áridos, foi lenta mas bem construída. A maior parte não conseguia entender o interesse mostrado pela sua terra.

Foi numa dessas alturas de troca de histórias e conhecimentos, normalmente com os anciãos sentados perto do pelourinho, que tomei conhecimento do Vinho dos Mortos.

Consumida pela curiosidade lá fui eu, rumo a Boticas, comer uma deliciosa truta num restaurante que já não existe e era também muito conhecido pelas suas rabanadas, que eu nunca consegui duplicar.

Logo a seguir ao repasto perguntei por quem vendesse o apetecido vinho. A custo e com alguma contrariedade lá segui um botiquense até à sua adega. Foi do chão da adega, de saibro, que ele retirou e sacudiu as 6 garrafas que lhe pedi que me vendesse.

Vindo para casa procurei por mais informação, que confirmou o que me tinham contado sobre este vinho.

Durante a 2ª Invasão Francesa (1808) e em face do avanço das tropas comandadas pelo General Soult, que na sua passagem tudo saqueavam, pilhavam e destruíam, a população de Boticas, para tentar defender o seu património, decidiu esconder, enterrando, o que tinha de mais valioso. 
O vinho foi enterrado no chão das adegas, no saibro, debaixo das pipas e dos lagares. 

Mais tarde, depois dos franceses terem sido expulsos, os habitantes recuperaram as suas casas e os bens que restaram. 

Ao desenterrarem o vinho, julgaram-no estragado. Porém, descobriram com agrado que estava muito mais saboroso, pois tinha adquirido propriedades novas. Era um vinho com uma graduação de 10º/11º, palhete, apaladado, e com algum gás natural, que lhe adveio da circunstância de se ter produzido uma fermentação no escuro a temperatura constante.

Por ter sido “enterrado” ficou a designar-se por “Vinho dos Mortos” e passou a utilizar-se esta técnica, descoberta ocasionalmente, para melhor o conservar e optimizar a sua qualidade.  

A técnica continua a ser usada, com êxito, até aos dias de hoje.

Na altura em que eu comprei as tais garrafas nem sequer havia rótulo. A produção era pouca e destinava-se ao consumo próprio e a alguns (poucos) restaurantes na zona.

Hoje em dia as condições de comercialização e reconhecimento do vinho mudaram drasticamente. As garrafas têm selo do Instituto do Vinho e da Vinha e um rótulo muito mais apelativo. E o vinho já é vendido online.


Veja mais nesta reportagem do Porto Canal.





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couscous ou cuscuz

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Couscous é o termo genérico que designa tanto o grão de trigo duro como o prato tradicional dos países do Maghreb (Marrocos, Argélia e Tunísia), à base de legumes, carnes e peixe. Consiste num preparado de sêmola de cereais, principalmente o trigo duro.

A Portugal acredita-se que chegou no reinado de D. Manuel I (1495-1521), sendo mencionado na obra de Gil Vicente.

A grafia francesa couscous, é a mais  frequentemente usada para todas as variações deste prato em livros de culinária europeus.

Tradicionalmente usado nas cozinhas da África do Norte e do Oriente Médio, o grão de couscous conquistou hoje as mesas do mundo graças ao seu aspecto único, à sua harmonia com os alimentos mais diversos e às suas qualidades nutritivas. É frequentemente utilizado como alternativa ao arroz e à massa, é muito versátil, simples de preparar e tem uma textura fofa e leve.

Basicamente basta ensopá-lo em água quente e, em 10 minutos, fica com um óptimo acompanhamento. Além do uso em pratos tradicionais pode ser utilizado como condimento ou ingrediente na preparação de massas, saladas, sanduíches e sopas.

Na Tunísia é considerado um dos ingredientes mais importantes da cozinha, sendo servido sempre no inicio de cada refeição a acompanhar pães e azeitonas.  

O couscous pode ser comido frio ou quente. 

Então como se prepara?

O couscous à venda já está pré-preparado, só falta mesmo hidratá-lo.

§ para cada copo de couscous
§ um copo de água fervida com sal e azeite
§ 2 colheres de sopa de manteiga
§ complementos desejados, como verduras ou amêndoas

Coloque o couscous cru numa tigela com o dobro do tamanho usado pelos grãos (eles vão crescer bastante quando colocar água). 
Adicione a manteiga e a água fervente em seguida. 
Mexa (com a ponta dos dedos) para incorporar a manteiga, tape com um pano e deixe descansar entre 10 a 15 minutos. 
Assim já está pronto para consumo.

Leia sempre o que diz o pacote do couscous que comprar. No caso deste, que eu costumo usar, a proporção é de 2 copos de água para 1 de couscous. Esta proporção pode variar conforme o produto.


Para personalizar a gosto, refogue numa frigideira os complementos que quiser e misture ao couscous cozido.

Sugestão: em vez de água com sal pode usar caldo de galinha ou de legumes, para um saborzinho adicional.


Super fácil, super rápido!
Bom apetite!

receitas:
salada de couscous
couscous do que houver


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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

petit four :: termo culinário

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Petit four significa, literalmente, pequeno forno, em francês.
O termo é usado para definir pequenos doces servidos no fim de uma refeição, geralmente a acompanhar o café.

Um petit four pode ser muitas coisas, desde que pequenas, do tamanho de uma dentada.

Podem ser biscoitos, merengues, éclairs, profiteroles ou outra massa de fartos e até pequenas tarteletes. Na pastelaria francesa os verdadeiros petit fours são apenas os biscoitos, mais duros, ou um bolo qualquer cortado aos quadradinhos e decorado com algum tipo de glace.

Também existem os petits fours salés (salgados) que são aperitivos do tamanho de uma dentada, normalmente servidos em cocktails ou bufetes.




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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

corta bolachas ou corta massas ou forminhas de corte

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conjunto à venda na ikea
Estes pequenos utensílios são indispensáveis para uma apresentação mais bonita, divertida e personalizada. São uma forma de deixar as crianças ajudar na cozinha, divertindo-se.

Tanto servem para cortar bolachas como para recortar, por exemplo, massapão ou pasta de açúcar para decoração de bolos.

Existem inclusivé kits com temas específicos como: safari, quinta, casinha de gengibre, natal, páscoa, menino, menina e muitas, muitas mais (encontrei até um kit kamasutra...).

Encontram-se à venda com muita facilidade, em lojas de cutelaria ou mesmo em super e hipermercados.

Em lojas online existe imensa variedade e é mais fácil comparar opções e preços.




Para uma preparação mais rápida encontram-se soluções muito práticas, como tabuleiros de corte.

Assim não custa nada ter sempre bolachinhas caseiras.

Este aqui ao lado está à venda na Tescoma.

uma solução enfeitarte







Para além dos corta bolachas existem moldes semelhantes mas maiores que servem para cortar massa de bolo.

Se fizer, por exemplo, um pão de ló (ou mais) em tabuleiro, pode recortar formas muito engraçadas para montar um bolo divertido.

Existem também cortadores para algarismos que podem proporcionar uma solução engraçada para um bolo de aniversário.






Sugestões de shopping online (lojas portuguesas): 
- as já referidas Ikea (só loja física), Tescoma e Enfeitarte

Tem ainda a Amazon, com uma infinidade de utensílios e soluções para tudo e mais alguma coisa.

Use, abuse e divirta-se!





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segunda-feira, 30 de julho de 2012

blinis

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nº pessoas
-
origem
Rússia
ingredientes
2 ovos
1 pitada de sal
100 gr de farinha
5 gr de fermento (1 colher de café)
1 dl de leite













preparação

Misture os ingredientes todos, tape e coloque no frigorífico pelo menos 30 minutos.

Unte uma frigideira pequena, de preferência anti-aderente, leve ao lume e coloque uma colherada de massa. Quando começa a fazer bolhinhas, vire para cozer do outro lado. (Tal como se fazem os crepes.)

Os blini são um clássico da cozinha russa. O seu recheio, tal como nos crepes pode ser doce ou salgado. Acompanham muito bem com peixes fumados, natas azedas e ovas de salmão, truta ou lumpo, já que o caviar verdadeiro não é para todos os bolsos, mas podem ser servidos simplesmente com manteiga.

Esta é uma versão aligeirada e simples dos blini, já que a receita da massa original leva levedura, repousa, fermenta e só posteriormente se acrescenta o leite ou água sendo então cozinhados numa frigideira de ferro.



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sexta-feira, 27 de julho de 2012

roux :: termo culinário

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O roux é um espessante para molhos, sopas e estufados que lhes confere um sabor especial. 
Cozinhar a farinha em gordura desactiva uma enzima que, se não for destruída pelo calor forte, interfere na habilidade de espessar desse ingrediente. 
Cozinhar a farinha também muda o sabor do cereal cru, tornando-o tostado e amendoado. Quanto mais o roux for cozido, mais o sabor e a cor se tornam pronunciados e menos espessante se torna
O processo consiste em cozinhar farinha de trigo com gordura (tradicionalmente manteiga), em proporções iguais, até que o produto fique amarelado e sempre sem deixar de mexer.
Leva-se uma frigideira ao lume em fogo baixo/médio para aquecer. Coloca-se a manteiga e espera-se que derreta. Adiciona-se então a farinha de trigo. Mexe-se durante cerca de 1 minuto para obter o roux branco.

No primeiro estágio (branco), a consistência será de areia fina molhada e o roux terá um sabor suave mas será muito espessante.

Após mais ou menos 4 minutos de cozedura atinge-se o segundo estágio (amarelo), menos espessante que o primeiro e com um sabor levemente amendoado.

Os tons castanhos irão sendo cada vez menos espessantes e com um sabor cada vez mais acentuado.

A mistura de roux deve ser adicionada aos líquidos a serem espessados aos poucos e mexendo sempre. 

Regra de ouro: é melhor misturar roux frio ao líquido quente e roux quente ao líquido frio.



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quinta-feira, 26 de julho de 2012

wok :: o que é?

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O wok é um utensílio básico da culinária asiática. 

Tem a forma de uma meia esfera metálica ou cerâmica, munida de duas alças ou de um cabo. 

Alguns woks tem o fundo plano, dando-lhe uma forma semelhante à de uma frigideira. 

Uma característica do wok é ser comumente revestido, internamente, de uma camada de carbono praticamente puro, obtido a partir da aplicação de óleo vegetal e posterior aquecimento extremo, o que lhe confere resistência à oxidação e a não aderência dos alimentos a serem nele cozinhados.

A utilização do wok permite confeccionar a comida com menos gordura, ou água, tornando-a mais saudável e permitindo melhor a manutenção e fusão dos sabores originais dos alimentos. Para além disso permite preparar tanto pequenas como grandes quantidades o que o torna um utensílio muito prático.

O wok de fundo abaulado será mais útil quando se cozinha a gás, já que uma das suas funções  é a boa distribuição de calor por toda a superfície.

perfeito para cozinhar a vapor
e não só...


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